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Garantido cessar-fogo com rebeldes maoístas

Oposição propõe um primeiro-ministro para o Nepal

25.04.2006 - 16:00 Por AFP

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Depois do anúncio do rei, milhares de nepaleses saíram às ruas da capital para festejar Depois do anúncio do rei, milhares de nepaleses saíram às ruas da capital para festejar (Narendra Shrestha/EPA)
Os partidos da oposição designaram hoje Girija Prasad Koirala, presidente do Congresso Nepalês (NPC), o maior partido da oposição, para ocupar o cargo de primeiro-ministro, e garantiram que o futuro Governo vai decretar um cessar-fogo com os rebeldes maoístas. Estes rejeitaram hoje a oferta do rei Gyanendra.

“Vamos submeter o seu nome (Girija Prasad Koirala) ao palácio (real) ainda hoje”, disse Madhav Kumar Nepal, líder do Partido Comunista marxista-leninista unificado.

O rei Gyanendra aceitou ontem reabrir o Parlamento que dissolveu em 2002, depois de 19 dias de manifestações, durante as quais morreram 14 pessoas às mãos das forças de ordem.

Pouco depois do anúncio do rei, milhares de nepaleses saíram às ruas da capital para festejar.

O partido de Koirala, o NPC, terá 113 dos 205 assentos no Parlamento, antes de se fraccionar em Congresso Nepalês e Congresso nepalês democrático. Este último é dirigido por Sher Bahadur Deuba, ex-primeiro-ministro, demitido em Fevereiro de 2005, na tomada de plenos poderes pelo rei.

Futuro Governo decretará cessar-fogo com maoístas

O futuro Governo nepalês vai decretar um cessar-fogo com os rebeldes maoístas, cuja luta contra a monarquia fez mais de 12.500 mortos em dez anos, anunciou hoje Madhav Kumar Nepal.

“Uma vez formado o Governo, será decretado um cessar-fogo com os maoístas, aos quais será retirada a classificação de terroristas”, declarou Madhav Kumar Nepal.

A Aliança dos Sete Partidos (SPA) nepaleses concluiu, em Novembro de 2005, uma aliança informal com os rebeldes contra o rei Gyanendra.

Os maoístas lançaram, em 1996, uma “guerra do povo” para lutar contra a monarquia do poder e tomaram o controlo de uma grande parte do Nepal.

Maoístas rejeitam oferta do rei e consideram-na um “estratagema”

Ao contrário da oposição, os rebeldes maoístas rejeitaram hoje a oferta do rei Gyanendra de reabrir o Parlamento, qualificando o anúncio como um “estratagema” destinado a salvar uma “monarquia autocrática”.

“Trata-se de um novo estratagema para dividir o povo nepalês e salvar a sua monarquia autocrática”, declarou o seu líder Pushpa Kamal Dahal, em comunicado.

“A aliança dos sete partidos, que saudou e apoiou a oferta do rei, rompeu o acordo em doze pontos e traiu as aspirações do povo nepalês”, acusou Dahal.

A aliança informal de Novembro de 2005 estipulava a eleição de uma assembleia constituinte para limitar as atribuições do rei.

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