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Helle Thorning-Schmidt é a nova primeira-ministra

Oposição de esquerda vence as eleições dinamarquesas

16.09.2011 - 08:12 Por Susana Almeida Ribeiro, Com agências

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Helle Thorning-Schmidt é a primeira mulher a governar o país Helle Thorning-Schmidt é a primeira mulher a governar o país (Fabian Bimmer/Reuters)
Após dez anos de sucessivos governos de centro-direita, a oposição de esquerda chegou ao poder na Dinamarca. A social democrata Helle Thorning-Schmidt, de 44 anos, torna-se a primeira mulher a governar o país.

Após terem sido conhecidos os resultados, o liberal Lars Loekke Rasmussen admitiu a sua derrota eleitoral.

Segundo os resultados oficiais publicados ao início da madrugada de hoje, a oposição de esquerda - formada por uma aliança de quatro partidos (os sociais-democratas mais os sociais-liberais, socialistas e Lista Unida, extrema esquerda) - obteve 89 dos 179 assentos parlamentares, contra 86 do bloco de direita. As eleições tiveram uma participação de 87,7 por cento - o resultado mais elevado dos últimos anos.

Helle Thorning-Schmidt, que acedeu à liderança social-democrata em Abril de 2005, defende uma política de imigração semelhante aos partidos de direita (a mais restritiva da Europa a par com a holandesa), apoia a participação militar dinamarquesa no Afeganistão e na Líbia e manifestou-se a favor do reforço dos controlos fronteiriços após o aumento da delinquência atribuída aos imigrantes oriundos do Leste da Europa, apesar de rejeitar a construção de novos postos fronteiriços.

A crise na Zona Euro não afecta directamente a Dinamarca, que manteve a coroa como moeda, apesar de ser membro da União Europeia. Os sociais-democratas defenderam, no passado, a entrada na moeda única, mas dadas as circunstâncias actuais essa possibilidade estará fora de qualquer cogitação.

A Dinamarca tem um défice público de 4,6% do PIB (Produto Interno Bruto), bem como uma taxa de desemprego jovem em torno dos 10%, cifras consideradas astronómicas para um país escandinavo. Além disso, o mercado imobiliário sofreu um sério retrocesso.

Os sociais-democratas já fizeram saber que vão adoptar uma política fiscal mais rigorosa neste contexto internacional de crise, avança a Bloomberg. Paralelamente, os sociais-democratas aspiram a combater a crise com investimentos públicos e reformas no mercado de trabalho.

A Dinamarca irá assumir a presidência rotativa da União Europeia a partir de Janeiro.

Notícia actualizada às 10h05

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Se o novo Governo da Dinamarca apoia a participação militar da Dinamarca no Afeganistão e na ...

José Gonçalves Cravinho

17.09.2011 14:25

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