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Pyongayng pode estar a preparar terceiro teste nuclear

ONU prestes a reforçar sanções contra a Coreia do Norte

12.06.2009 - 12:10 Por Francisca Gorjão Henriques

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Diagrama do alcance dos mísseis norte-coreanos num posto sul-coreano perto da fronteira com o Norte Diagrama do alcance dos mísseis norte-coreanos num posto sul-coreano perto da fronteira com o Norte (REUTERS/Jo Yong-Hak)
As Nações Unidas preparam-se para aprovar hoje um reforço das sanções contra a Coreia do Norte. Seul avisou que, entretanto, Pyongyang poderá estar a preparar-se para mais um ensaio nuclear como reacção.

O objectivo das Nações Unidas é condenar o teste atómico conduzido pelo regime norte-coreano a 25 de Maio, através de uma resposta firme da comunidade internacional. Mas segundo o porta-voz do Ministério sul-coreano da Defesa, Won Tae-jae, “é possível” que um novo ensaio venha a caminho. “Advém do bom senso pensar que isso pode acontecer”, afirmou à AFP.

Já antes, responsáveis dos serviços de espionagem norte-americanos tinham informado o Presidente Barack Obama que esta poderia ser a reacção da Coreia do Norte a mais sanções, de acordo com informações recebidas pela Fox News.

A CIA também terá descoberto que a Coreia do Norte está a processar barras de combustível com o objectivo de obter plutónio para uso militar, e a relançar o seu programa de enriquecimento de urânio, outro dos passos para obter energia atómica. Para além disso, não está ainda excluído um novo disparo de um míssil intercontinental Taepodong 2, capaz de atingir território americano.

O enviado especial de Obama à Coreia do Norte, Stephen Bosworth, afirmou na quinta-feira que os Estados Unidos estão determinados a garantir que Pyongyang sofrerá as consequências das suas ameaças. Uma das medidas possíveis é congelar as contas bancárias norte-coreanas fora do país – uma acção que foi tomada pela Administração anterior e que enfureceu o regime, levando-o a suspender as conversações nucleares.

Bosworth adiantou que o Presidente está disposto a dialogar com a Coreia do Norte, quer através das negociações a seis (que incluem as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia), quer directamente.

Ao longo da tarde (fim da manhã em Nova Iorque), o Conselho de Segurança (CS) deverá adoptar uma resolução que reforçará o sistema de inspecções às cargas aéreas, marítimas (incluindo em alto mar) e terrestres destinadas ou provenientes da Coreia do Norte; um aumento do embargo de armas; e o agravamento das sanções financeiras, alargando a lista da entidades atingidas pelo congelamento das contas bancárias no exterior, incluindo indivíduos.

O regime já é alvo de sanções impostas depois do seu primeiro ensaio nuclear, em Outubro de 2006. O CS pretende impedir que o regime disponha de recursos para prosseguir com a sua venda de armas e tecnologia.

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e3roij

Já que se está a debater o desarmamento nuclear; Era só para lembrar que se houvesse um ...

Rui Duarte

13.06.2009 14:15

X

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