O Conselho de Segurança da ONU exortou hoje a comunidade internacional a aumentar a sua contribuição para a segurança e estabilidade no Afeganistão, a fim de permitir a realização das eleições legislativas e regionais agendadas para Setembro.
O apelo consta de uma resolução que renova, pelo prazo de um ano, a missão de assistência das Nações Unidas ao Afeganistão, um país com graves carências económicas e de segurança.
Segundo o documento, aprovado por unanimidade, a comunidade internacional pode contribuir através do envio de reforços militares ou de ajuda material e financeira para auxiliar as novas autoridades afegãs a repetirem este ano o sucesso das presidenciais de 2004.
Em Outubro do ano passado, os eleitores escolheram Hamid Karzai para a presidência do país, em eleições que decorreram numa atmosfera de relativa tranquilidade e sem registo de irregularidades graves.
Cerca de 8500 militares estrangeiros integram a Força de Segurança e Assistência no no Afeganistão, uma missão de paz comandada da NATO, mas cujo raio de acção se limita praticamente à capital. A este contingente juntam-se cerca de 18 mil militares norte-americanos que permanecem no país desde a invasão norte-americana, no Outono de 2001, com a missão de perseguir combatentes leais ao antigo regime talibã e à rede terrorista Al-Qaeda.
Esta presença militar é considerada insuficiente para garantir a segurança na totalidade do território afegão, entregue na prática às milícias dos diferentes governadores regionais.
Igualmente insuficiente é a ajuda dispensada pela comunidade internacional ao país, devastado por mais de duas décadas de guerra civil, com uma economia onde o cultivo do ópio representa cerca de 60 por cento da riqueza produzida no país.
A resolução hoje aprovada considera também prioritário recuperar as infra-estruturas do país, reformar o sistema judicial e reforçar os direitos humanos – razões que justificam a permanência da ONU no Afeganistão.



