Elementos da força de manutenção da paz da ONU em Timor-Leste lançaram hoje granadas de gás lacrimogénio contra gangues rivais que se amotinavam na capital timorense, no dia em que José Ramos-Horta tomou posse como Presidente. De acordo com informações prestadas pela polícia timorense à TSF e à Lusa, uma pessoa terá morrido em consequência de um espancamento.
De acordo com a AFP, cerca de 50 polícias da ONU chegaram rapidamente ao local dos motins, tendo detido cerca de 70 pessoas.
Estas interpelações provocaram a fúria dos grupos de jovens, que começaram a lançar pedras, partindo os vidros de pelo menos três veículos e atingindo um polícia num braço.
Ainda de acordo com a AFP, os gangues dividiam-se entre os apoiantes de José Ramos-Horta, o grande vencedor das recentes eleições presidenciais no país, e os apoiantes da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin), o partido maioritário.
Em consequência destes confrontos, uma pessoa morreu, depois de ter sido agredida à paulada na avenida marginal de Díli, avança a Lusa.
Ramos-Horta jurou hoje na capital timorense garantir "a paz e a unidade" no país, durante a cerimónia de investidura. No seu discurso, o Prémio Nobel da Paz pediu ainda aos grupos de insurgentes que deponham as armas, a bem da Nação. "Apelo à juventude (...) que esqueça os sentimentos de vingança e de violência, que deponha as suas facas, porque esse tipo de coisas só pode prejudicar a nossa Nação".
Em Maio de 2006, diversos grupos de jovens deram início a uma onda de confrontos que provocaram 37 mortos.



