As Nações Unidas e outras organizações internacionais puseram-se de acordo para criar um grupo de crise destinado a responder ao desafio da crise alimentar mundial, anunciou hoje o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na Suíça.
O secretário-geral e líderes de 27 agências e organizações da ONU reuniram-se desde ontem à porta fechada para lançar um plano de combate para enfrentar a crise provocada pela subida sem precedentes do preço dos produtos alimentares.
“Consideramos que a escalada dramática dos preços da alimentação em todo o mundo evoluiu para um desafio sem precedentes de proporções globais que se tornou numa crise para os mais vulneráveis, incluindo os pobres urbanos”, lê-se numa declaração da ONU citada pela Reuters, depois de uma reunião de dirigentes das suas agências na capital suíça, Berna.
O grupo de crise ficará sob a responsabilidade directa de Ban Ki-moon, que encarregou o secretário-geral adjunto John Holms da sua coordenação.
A prioridade imediata é “alimentar os famintos”, sublinhou, pedindo aos países doadores que respondam “com urgência e de maneira completa” aos apelos por fundos que lhes foram lançados.
A crise alimentar já causou fome e motins nalguns países pobres, como o Haiti, e também açambarcamentos. Na semana passada, a maior cadeia de distribuição dos EUA limitou mesmo a quantidade de arroz que cada cliente pode comprar de cada vez que se desloca às lojas.
Na conferência de imprensa, Ban Ki-moon estava acompanhado pela directora-executiva do Programa Alimentaer Mundial (PAM), Josette Sheeran, pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, pelo director da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, pelo presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), Lennart Bäge, e pelo director da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.
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