Resolução aprovada por unanimidade

ONU aprova envio de força de paz para Darfur

31.07.2007 - 20:46

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 (Jim Young/Reuters)
O Conselho de Segurança aprovou hoje por unanimidade o envio de uma força conjunta das Nações Unidas e da União Africana para Darfur, cenário da pior crise humanitária da actualidade. Ao todo, 26 mil militares e polícias vão tentar pacificar aquela província sudanesa.

A nova força de paz, baptizada de Unamid, vai substituir os sete mil efectivos da mal equipada missão da União Africana que se encontrava há vários anos em Darfur sem conseguir impedir os ataques quase diários contra as populações civis e organizações humanitárias.

A resolução 1769 invoca o Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, ao abrigo do qual os agentes da organização são autorizados a usar a força. Esta cláusula irá permitir aos “capacetes azuis” adoptar “a acção necessária”, sempre que esteja em causa a própria segurança, “a liberdade de movimentos dos trabalhadores humanitários” ou sempre que seja necessário “proteger os civis de ataques”.

No entanto, a resolução aprovada esta noite, após longas semanas de debate, não autoriza a nova força a apreender ou procurar armamento ilegal na região, estando limitada a vigiar o cumprimento de uma resolução aprovada em 2004 que proibia a venda de armas aos grupos rebeldes ou às milícias pró-governamentais.

A resolução apela ainda a um cessar-fogo imediato de todos os beligerantes e ao início de negociações de paz que ponham fim a mais de quatro anos de guerra civil naquela região desértica do Oeste do Sudão.

Acordo “histórico”

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já classificou de “histórico” o acordo conseguido no Conselho de Segurança e instou os Estados-membros a disponibilizarem o quanto antes elementos para integrar o dispositivo agora criado.

Com um custo estimado de dois mil milhões de dólares, só no primeiro ano de mandato, a Unamid (Missão das Nações Unidas e União Africana em Darfur) será composta por 19.555 militares e 6432 polícias civis, a operar sob comando conjunto das duas organizações.

A nova força deverá ser composta essencialmente por militares africanos, a começar pelos elementos da UA que já se encontram no terreno, admitindo-se apenas o recurso a soldados de outras proveniências caso os países da região não disponibilizem soldados suficientes. Espera-se, no entanto, que o Ocidente disponibilize unidades especializadas, nomeadamente em engenharia, estando também previsto apoio nas áreas de transporte e logística.

Ao abrigo da resolução, espera-se que os centros de comando entrem em funcionamento até 31 de Outubro, permitindo que a nova força esteja completamente operacional até ao final do ano.

Após meses de hesitação, o Governo sudanês cedeu às pressões internacionais, autorizando o envio para Darfur de uma força de grandes dimensões, mas insistiram que a missão ficasse sob a dependência (ainda que parcial) da União Africana.



Quatro anos de conflito

Mais de 300 mil pessoas terão morrido e mais de dois milhões foram obrigadas a abandonar as suas casas em consequência da guerra civil que devasta a região há mais de quatro anos. Os combates, iniciados em Fevereiro de 2003, opõem grupos rebeldes (que dizem lutar pelos direitos da população negra local) ao Governo islâmico de Cartum. Em resposta à insurreição, o Exército armou as tribos nómadas locais, há anos em conflito com os agricultores negros da região e agora responsabilizadas por ataques indiscriminados contra várias aldeias.

O Governo sudanês e a principal facção do SLA assinaram em Maio do ano passado um acordo de paz que prevê o fim da violência na região, o desarmamento das milícias árabes, a integração dos rebeldes nas Forças Armadas e a constituição de uma força de manutenção de paz.

Contudo, o documento não chegou a ser ratificado pela facção minoritária do SLA e pelo Movimento para a Justiça e Igualdade, minando as hipóteses de concretização da paz.

Segundo um relatório divulgado em Setembro de 2006 pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU, o acordo foi insuficiente para pôr fim à violência em Darfur e "está destinado ao fracasso" se Cartum não apoiar mais a região, já que "a população continua a ser alvo de graves violações dos direitos humanos, enquanto persiste a violência entre os diferentes grupos armados de Darfur".
PUBLICO.PT

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quanto tento fica as forças de paz.

sou civil,como faço para me inscrever nas forças de paz.

Anónimo

01.03.2008 20:52

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