O relatório final do juiz Winograd sobre a guerra que Israel moveu contra o Líbano no Verão de 2006 vai ser hoje entregue ao primeiro-ministro, Ehud Olmert, e a classe política esperava com respiração suspensa os próximos desenvolvimentos.
O documento focar-se-á nas últimas horas da operação militar, quando o Estado hebraico enviou numa ofensiva terrestre no Sul do Líbano um grupo de reservistas a apenas 60 horas antes de um acordo de cessar-fogo - uma operação em que morreram 33 soldados.
No seu anterior relatório, a comissão liderada pelo juiz reformado Eliahu Winograd pôs em causa o primeiro-ministro Ehud Olmert, o seu ministro da Defesa, Amir Peretz, e o chefe do Exército, Dan Halutz. Peretz e Halutz acabaram por se demitir.
O primeiro-ministro terá três opções após a publicação do relatório: "Demitir-se, continuar no cargo e lutar contra os esforços para a sua demissão, ou adiar e deixar o assunto cair no esquecimento", afirmou o cientista político da Universidade Bar-Ilan, Shmuel Sandler, ao site do Bloomberg.
Olmert tem afirmado que não pretende sair do seu cargo, invocando a responsabilidade das negociações com os palestinianos.
O Partido Trabalhista já começou a preparar terreno para exigir a demissão de Olmert. O secretário-geral do partido, Eytan Cabel, já lembrou que caso Olmert seja apontado no relatório, "nada justifica que continue a comandar" o Executivo. Sem os 19 deputados trabalhistas, o Governo Olmert perderá a maioria no Parlamento.



