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Actualização - Médio Oriente

Ofensiva israelita estende-se à segunda maior cidade de Gaza

06.01.2009 - 12:26 Por PÚBLICO, Agências

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Este alargamento da ofensiva terrestre ao sul do território acontece após uma madrugada de ataques à Cidade de Gaza Este alargamento da ofensiva terrestre ao sul do território acontece após uma madrugada de ataques à Cidade de Gaza (Yannis Behrakis/Reuters)
As forças israelitas estenderam os seus ataques na Faixa de Gaza, penetrando na segunda maior cidade do território e bastião do Hamas, Khan Younis, no sul.

Este alargamento da ofensiva terrestre ao sul do território acontece após uma madrugada de ataques à Cidade de Gaza, no norte, num conflito que já causou a morte a pelo menos 562 palestinianos e ferimentos a 2470 desde o dia 27 de Dezembro.

De acordo com o “The Guardian”, a ofensiva terrestre em Khan Younis foi apoiada por intensos ataques aéreos e segundo o serviço informativo, em inglês, da Al-Jazira, testemunhas palestinianas viram tanques israelitas a chegar à cidade.

O correspondente em Gaza da Al-Jazira, Ayman Mohyeldin, indica que Khan Younis é uma cidade estratégica a vários níveis, incluindo o facto de os militantes islamistas poderem disparar mísseis contra Israel a partir daí.

Mas esta ofensiva terrestre contra Khan Younis ainda carece de confirmação por parte do Exército israelita, não havendo maneira independente de confirmar esta informação, uma vez que há uma coluna de militares israelitas a dividir o território a meio, a sul da Cidade de Gaza.

O correspondente em Gaza da Al-Jazira indicou ainda, citando algumas facções palestinianas, que a Marinha israelita está a tentar atracar junto à cidade de Deir al-Balah – palco de intensos combates durante o dia de hoje.

Cruz Vermelha fala em crise humanitária “total”

Em consequência do conflito, a Faixa de Gaza vive uma crise humanitária “total”, de acordo com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

“Estamos preocupados e ansiosos por causa da crise em Gaza”, declarou à imprensa o director das operações de organização humanitária com base em Genebra, Pierre Kraehenbuehl.

“Estamos extremamente preocupados pelo número crescente de civis mortos e feridos, e pelo número crescente de infra-estruturas civis, incluindo hospitais, afectados pelas operações militares israelitas”, acrescentou.

“É absolutamente essencial que as partes envolvidas no conflito façam tudo para que os civis não estejam na linha de fogo”, pediu Kraehenbuehl, descrevendo como “claramente intolerável” a situação dos civis.

“Não há dúvida que enfrentamos uma crise total e importante em termos humanitários. A situação para a população de Gaza é traumatizante e atingiu um ponto extremo por causa de dez dias de combates ininterruptos”, insistiu o responsável das operações do CICV.

A configuração da Faixa de Gaza, uma zona muito povoada onde vivem cerca de 1,5 milhões de pessoas, numa Faixa de 40 quilómetros de comprimento por um máximo de 10 de largura, potencia um aumento de vítimas entre os civis.

Cinco mortos em bombardeamento israelita contra escolas da ONU

Entretanto, pelo menos cinco palestinianos morreram e quatro ficaram feridos num ataque aéreo israelita contra duas escolas gerida pelas Nações Unidas, em Gaza, indicaram membros dos serviços médicos e funcionários da ONU, citados pela AFP.

Três pessoas morreram em consequência de um ataque aéreo contra a escola Asma, no campo de refugiados de Chati, gerido pela UNRWA (na sigla em inglês), a agência da ONU para os refugiados palestinianos, afirmou um porta-voz da agência, Adnane Abou Hasna.

A mesma fonte precisou que 450 pessoas estavam refugiadas nessa escola para fugir dos bombardeamentos que atingiam outros bairros da cidade.

Em Khan Younes (sul da Faixa de Gaza), um “rocket” atingiu a entrada de uma segunda escola, matando duas pessoas.

Três soldados israelitas mortos por “fogo amigo”

Em contrapartida, três soldados israelitas também perderam a vida e outros 24 ficaram feridos, ontem à noite, a norte da Faixa de Gaza, quando um carro de combate disparou por engano contra as suas posições, anunciou um porta-voz do Exército.

Um dos feridos está em estado considerado “crítico” e outros três em estado “grave”. Os restantes 20 apresentam ferimentos “ligeiros e moderados”, indicou o mesmo responsável.

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Eu gostava de saber porque o meu comentário foi bloqueado...Para diogo: Eu viajei metade de Europa ...

Salles M.

07.01.2009 11:08

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