A Organização dos Estados Americanos (OEA) prepara-se para suspender hoje as Honduras, depois de as autoridades rebeldes do país se terem recusado a aceitar de volta o Presidente Manuel Zelaya e dito que renunciavam a uma carta da organização pan-americana.
"Existe uma ruptura da ordem constitucional e os que a fizeram não tencionam por agora alterar a situação", declarou à imprensa o secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, que em vão tentou que o Governo interino aceitasse a legalidade de Zelaya, que amanhã tenciona regressar do exílio, acompanhado pela sua homóloga da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner.
O Supremo Tribunal das Honduras rejeitou as exigências da OEA e de toda a comunidade internacional para recolocar em funções o Presidente derrubado há uma semana, na pior crise centro-americana destas duas últimas décadas, desde que em 1989 os Estados Unidos invadiram o Panamá.
Se realmente a OEA hoje suspender as Honduras, conforme tenciona, será apenas o segundo país a sofrer esse desaire, depois de Cuba, em 1962.
O levantamento dos militares e de parte da classe política hondurenha foi motivado pelo facto de Zelaya ter procurado acabar com o limite constitucional de um só mandato e por considerarem que tinha alinhado demasiado com os comportamentos do seu homólogo da Venezuela, Hugo Chávez.
"É melhor pagar um alto preço do que viver de forma indigna e curvar a cabeça perante as exigências de governos estrangeiros", disse o Presidente interino Roberto Micheletti, ao renunciar à carta da OEA.


