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Reino Unido propõe coligação contra "agressão russa

Ocidente denuncia reconhecimento russo das independências no Cáucaso

26.08.2008 - 18:30 Por PÚBLICO, com agências

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 (Umit Bektas/Reuters)
“Inaceitável”, “ilegal” ou “injustificável” são alguns dos adjectivos usados pelos países ocidentais para criticar o reconhecimento russo da independência da Ossétia do Sul e Abkházia. O Reino Unido propõe mesmo a formação de uma coligação internacional contra a “agressão russa na Geórgia”.

A iniciativa russa “representa uma violação directa de várias resoluções das Nações Unidas sobre a integridade territorial da Geórgia, resoluções essas que foram aprovadas pela própria Rússia”, declarou o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer.

O responsável da Aliança Atlântica sublinha que “as acções da Rússia nas últimas semanas semeiam a dúvida sobre o seu compromisso para garantir a paz e a segurança no Cáucaso” e reafirma o “apoio firme” da organização à “soberania e integridade territorial da Geórgia”.

Na sequência da guerra na Ossétia do Sul – desencadeada por uma ofensiva das tropas georgianas, rapidamente debelada pelo Exército russo, que acabou por entrar em território georgiano –, os países-membros da NATO prometeram analisar o quanto antes a candidatura de adesão apresentada por Tbilissi, apesar da oposição russa ao projecto.

Também os Estados Unidos consideram “inaceitável” o reconhecimento russo da declaração unilateral de independência das duas regiões separatistas, por considerar que “violam o espírito e a letra das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

Face a esta situação, a Administração norte-americana “está a avaliar as opções no que diz respeito às consequências para a Rússia pela sua agressão à Geórgia”, acrescentou o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Wood.

Também a presidência francesa da União Europeia “condena firmemente” a decisão hoje anunciada pelo Presidente russo, Dmitri Medvedev, e insta todas as partes envolvidas “a procurarem uma solução política para os conflitos na Geórgia”. Para já, avisa Paris, os 27 vão examinar “as consequências da decisão da Rússia” nas relações bilaterais.

Já o Reino Unido, pela voz do seu chefe da diplomacia, classificou o reconhecimento da independência das duas regiões como “injustificável e inaceitável”, acusando Moscovo de estar a violar “os princípios do acordo de paz” assinado com a Geórgia.

Dizendo temer um agravamento “da situação já tensão na região” do Cáucaso, David Miliband anunciou que vai deslocar-se nos próximos dias à Ucrânia, outra das ex-repúblicas soviéticas em rota de colisão com a Rússia, “para formar uma coligação o mais ampla possível contra a agressão russa na Geórgia”.

Miliband não diz qual será o objectivo exacto desta coligação, nem quais as formas que ponderam recorrer para convencer a Rússia a reverter a sua decisão, mas os analistas sublinham que os países ocidentais têm pouco margem de manobra.

Por um lado, as independências no Cáucaso surgem meio anos depois da proclamação unilateral de independência do Kosovo, reconhecida por vários países ocidentais, apesar da oposição da Rússia. Por outro lado, os países europeus dependem, em larga escalada, do fornecimento de gás russo (sendo poucos os que estão disponíveis para comprometer esse abastecimento) e os EUA têm as suas forças já empenhadas em dois cenários de guerra (Iraque e Afeganistão)

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russia de hoje

Ym ano depois da invasao do iraque, muitos especialistas acreditam que o estopin mundial seja a ...

marcelo henrique dias

31.01.2009 10:35

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