• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Alemanha diz que escrutínio não foi livre nem democrático

Ocidente denuncia irregularidades nas legislativas russas

03.12.2007 - 16:24 Por AFP, PUBLICO.PT

Vários países ocidentais denunciaram hoje a forma como decorreram as legislativas de ontem na Rússia, ganhas pelo partido do Presidente Vladimir Putin, tendo as críticas mais duras sido proferidas pelo Governo alemão.
O partido de Putin venceu as legislativas com 64 por cento dos votos O partido de Putin venceu as legislativas com 64 por cento dos votos (Tony Gentile/Reuters)

Segundo os resultados finais, o partido Rússia Unida conquistou 64,1 dos votos na eleição para a Duma (câmara baixa do Parlamento), a grande distância dos comunistas (11,6 por cento) e dos ultranacionalistas do partido de Vladimir Jirinovski (8,2 por cento) do partido de esquerda pró-Kremlin Rússia Justa (7,8 por cento).

Mas a forma como decorreu o escrutínio foi duramente criticada pela oposição, a que se juntam hoje as denúncias de organizações não-governamentais que dão conta de eleitores pagos para votar no partido Rússia Unida, soldados forçados a exercer o direito de voto, jornalistas presos e entraves ao trabalho dos observadores.

“Não pode haver dúvidas: se tivermos em conta os nossos critérios e as nossas normas, estas não foram eleições livres, equitativas ou democráticas”, afirmou Thomas Steg, porta-voz do Governo alemão.

O responsável diz que, “este resultado não surpreende, tendo em conta os indícios que os faziam prever” e as “consideráveis limitações” impostas “aos partidos da oposição, aos militantes dos direitos do homem e à liberdade de opinião de imprensa”.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) tinha já antes declarado que as legislativas “não cumpriram os compromissos assumidos nem os critérios” internacionais.

O novo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, manifestou-se preocupado com “as informações de que as eleições não se desenrolaram em todo o lado de acordo com as normas democráticas, tal como as concebe a UE”.

A mesma preocupação foi visível nas reacções dos Governos britânico e francês, que exigiram a investigação de todas as denúncias, apesar de o Kremlin ter garantido que o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, telefonou a Putin felicitando-o pela vitória.

Depois de ontem ter denunciado a existência de “violações eleitorais”, a Casa Branca veio hoje anunciar que o Presidente George W. Bush não tem intenção de felicitar Putin pela vitória do seu partido nas legislativas, argumentando ele não era candidato neste escrutínio.

Já a Comissão Europeia mostrou-se mais reservada, afirmando que vai esperar por mais detalhes para ter “uma imagem completa” da forma como decorreram as eleições antes de adoptar uma posição final, apesar de ter já tido conhecimento de “acusações de irregularidades”.

Também o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, se mostrou “inquieto” sobre os atropelos denunciados, “em particular no que diz respeito à liberdade de expressão e ajuntamento”, mas mostrou a sua intenção de continuar a colaborar com Moscovo a nível da segurança internacional.

Apesar das duras críticas, também o Governo alemão sublinhou que Berlim pretende manter a sua “parceria estratégica” com Moscovo. “Quando pensamos nos Balcãs ou Irão, temos de encontrar soluções e devemos fazê-lo com a Rússia e não contra a Rússia”, afirmou Thomas Steg.

  • 1 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1312615

Comentário + votado

Título

Não estou nada de acordo com a maioria destas opiniões. Vivi vários anos na Rússia de Putin e nunca ...

Cristina

04.12.2007 09:21

Login