Obama telefonou a Abbas e Olmert para lhes prometer empenho no processo de paz

21.01.2009 - 18:50 Por Reuters, PÚBLICO
O Presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou hoje aos líderes israelita e palestiniano para lhes comunicar que a sua Administração vai empenhar-se no processo de paz para o Médio Oriente.
“Aproveitámos a oportunidade de este ser o primeiro dia [de Obama] em funções para comunicar o seu compromisso de se envolver activamente no processo de paz israelo-árabe desde o início do seu mandato e manifestar a esperança de continuar a contar com a sua cooperação e liderança”, lê-se num comunicado assinado pelo seu porta-voz, Robert Gibbs, no qual dá conta das conversas com o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e com o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
A Casa Branca adiantou ainda que Obama falou ao telefone com o Presidente do Egipto, Kosni Mubarak, e com o rei Abdullah da Jordânia, que há vários anos têm actuado como mediadores neste conflito.
Aos cinco, o novo Presidente “prometeu que os EUA vão fazer a sua parte para que os esforços [de paz] sejam bem-sucedidos, trabalhando em estreita cooperação com a comunidade internacional”, esperando que os envolvidos “cumpram também as suas responsabilidades”, acrescentou o porta-voz, confirmando uma primeira ruptura com o discurso da anterior Administração, acusada de pouco envolvimento na resolução do histórico conflito.
Pouco depois da conversa com Obama, o gabinete de Olmert revelou que o primeiro-ministro israelita informou o Presidente norte-americano dos últimos desenvolvimentos na Faixa de Gaza, de onde saíram esta manhã as últimas tropas israelitas envolvidas na ofensiva terrestre contra as forças do Hamas.
Olmert disse esperar que os esforços de Israel, do Egipto e dos EUA (com quem Israel assinou segunda-feira um memorando de entendimento) sejam eficazes no combate ao tráfico de armas para o Hamas e prometeu que “Israel vai desencadear esforços para fornecer acorrer às necessidades humanitárias da população da Faixa de Gaza e melhor a situação económica na Cisjordânia”.
Israel concluiu hoje a retirada militar do território controlado pelo Hamas, três dias depois de ter decretado um cessar-fogo unilateral que pôs fim a três semanas de bombardeamentos e combates, que resultaram na morte de mais de 1300 palestinianos, na sua maioria civis. A ofensiva gerou uma onda de indignação no mundo árabe, complicando as iniciativas de paz lançadas durante os seis meses que durou a anterior trégua.


