O Presidente norte-americano, Barack Obama, pediu a Espanha para tentar convencer as autoridades cubanas a fazerem mais esforços para melhorar as relações com os Estados Unidos, relata hoje o diário “El País”.
“Diz a Raul [Castro] que se não faz nenhum gesto, eu não farei mais nada”, afirmou Obama ao chefe de Governo espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, durante o encontro de 13 de Outubro na Casa Branca.
“Nós fazemos esforços, mas se eles não fizerem também, será difícil continuar”, acrescentou Obama, segundo uma fonte diplomática do jornal espanhol.
O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Angel “Moratinos vai a Cuba nos próximos dias “, respondeu Zapatero. “Ele que diga às autoridades cubanas que nós compreendemos que as coisas não podem mudar de um dia para o outro mas que, daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, este momento deve ser visto como aquele em que as mudanças começaram”, pediu Obama.
De acordo com o “El País”, a mensagem foi de facto transmitida por Moratinos na sua viagem da semana passada a Havana. A pedido de Moratinos, o Governo cubano libertou terça-feira um preso político e fez saber que o ministro prometera interceder pela causa cubana junto da União Europeia.
Desde que tomou posse, Obama pôs fim às restrições de viagens dos cubanos a viver nos EUA e aos envios de dinheiro que estes fazem para as suas famílias que permanecem em Cuba. Realizaram-se também várias viagens de políticos norte-americanos a Havana, incluindo governadores, congressistas e um responsável do Departamento de Estado. Mas o embargo comercial imposto a Havana continua em vigor.



