Na sua visita oficial à Casa Branca, ontem, o Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, discutiu com George W. Bush um plano urgente de apoio à indústria automóvel, cuja sobrevivência está em risco. O pedido surge na mesma altura em que o Congresso de maioria democrata requisitou o acesso desta indústria ao plano de resgate de 700.000 milhões de dólares.
Ontem, surgiram notícias de que a construtora General Motors pretende despedir 5000 pessoas e já perdeu 22,9 por cento na Bolsa de Nova Iorque, o que a arrastou até aos níveis mais baixos desde 1946.
Uma eventual falência dos chamados “Big Three” da indústria automóvel americana (General Motors, Ford e Chrysler) levaria 3 milhões de pessoas para o desemprego e seria um rude golpe para os EUA, cujo sector automóvel sempre foi um símbolo de progresso. Barack Obama já garantiu aos construtores e sindicatos o seu apoio a medidas a curto prazo e uma ajuda a longo prazo assim que tome posse, com a condição de que a indústria concorde em fabricar veículos energeticamente mais eficientes e menos poluentes.
Segundo o “New York Times”, o Presidente Bush disse estar disposto a apoiar uma proposta desse género, bem como um novo plano mais abrangente para estimular a economia. Contudo, Barack Obama e os democratas teriam de aceitar o acordo de livre comércio com a Colômbia, uma medida pela qual Bush tem lutado.
Apesar da importância e urgência com que Obama vê este plano de ajuda ao sector automóvel, nem ele nem os democratas parecem dispostos a desistir da sua oposição ao acordo com a Colômbia e podem decidir esperar por 20 de Janeiro, o dia da tomada de posse de Barack Obama como Presidente.



