Os conselheiros do Presidente eleito Barack Obama estão já a planear o encerramento de Guantánamo, no seguimento da promessa de desmantelamento, feita por este durante a campanha eleitoral, mas que poderá levar à criação de um polémico novo regime jurídico.
Na campanha, Obama caracterizou Guantánamo como “um capítulo triste da história americana”, mas não apresentou pormenores em relação ao que faria com os 250 a 275 detidos assim que as instalações fossem fechadas. Segundo a edição de hoje do "Chicago Tribune", que cita a agência de notícias Associated Press, a equipa de Obama está a elaborar um plano que prevê que alguns dos detidos sejam libertados e outros julgados em tribunais americanos com os mesmos direitos de qualquer civil.
No entanto, existe um terceiro grupo de detidos, cuja situação envolve informações altamente secretas. Este grupo poderá ter de se apresentar perante um novo tribunal, criado para lidar com casos mais críticos que ponham em causa a segurança nacional.
Este plano enfrenta uma probabilidade elevada de ser contestado por ambos os partidos. Os republicanos opõem-se a trazer suspeitos de terrorismo para solo americano e os democratas não estarão dispostos a aceitar a criação de um novo tribunal com menos direitos para os detidos.
Qualquer que seja a decisão, o encerramento de Guantánamo parece certo, o que poria fim a um dos símbolos da política externa seguida pela Administração Bush.


