Obama inaugurou memorial do homem que “abalou as nossas consciências”

16.10.2011 - 18:45 Por PÚBLICO
Barack Obama homenageou neste domingo um dos principais rostos da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, um homem que “abalou as nossas consciências”, disse. O Memorial Martin Luther King foi inaugurado em Washington.
O Presidente norte-americano tinha seis anos quando Martin Luther King foi assassinado, em 1968. Hoje, numa cerimónia na capital norte-americana, recordou “um homem que deu voz aos nossos sonhos mais profundos”.
Um dia após o protesto global que levou centenas de milhares de pessoas às ruas de mais de 900 cidades de todo o mundo, o Presidente norte-americano lembrou a luta de Martin Luther King pelos direitos civis e contra a discriminação racial nos EUA. “Se estivesse vivo hoje, lembrar-nos-ia que um desempregado pode insurgir-se com justiça contra os excessos de Wall Street sem diabolizar as pessoas que lá trabalham”.
Perante dezenas de milhares de pessoas que foram assistir à inauguração do memorial, Obama salientou que, graças a Martin Luther King, “as barricadas começaram a cair, a intolerância começou a desvanecer”.
No mesmo local onde o pastor protestante e activista político que ganhou o Nobel da Paz em 1964 fez o seu mais célebre discurso, “Eu tenho um sonho”, aquele que é o primeiro Presidente negro dos EUA homenageou também “a multidão de mulheres e homens cujos nomes nunca aparecem nos livros de história” mas que se mobilizaram pela defesa dos direitos civis.
A inauguração do memorial chegou a ser adiada devido à passagem pelos EUA do furacão Irene. “Um terramoto ou um furacão podem ter adiado este dia, mas ele tinha que acontecer”, disse Obama.
Pela primeira vez foi inaugurado no National Mall um monumento em honra de um homem que não foi Presidente dos Estados Unidos, uma escultura feita pelo artista chinês Lei Yixin a partir de uma pedra retirada de uma montanha e inspirada numa frase de Martin Luther King: “Podemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança.”


