Barack Obama garantiu hoje um apoio incondicional a Israel, naquele que foi o seu primeiro discurso sobre política externa desde que se assumiu como o candidato democrata às presidenciais. Ainda sem oficializar o fim da sua campanha, Hillary Clinton disse, na mesma ocasião, estar certa que o seu rival “será um “bom amigo” do Estado hebraico.
Discursando perante a Comissão de Assuntos Públicos América-Israel, um poderoso “lobby” judeu nos EUA, horas depois do fim das primárias democratas, procurou afastar os receios gerados pela recente afirmação de que estaria disponível para dialogar directamente com os líderes iranianos.
O senador do Illinois garantiu que a segurança de Israel é um princípio “sacrossanto” e “inegociável” para os EUA, acrescentando que os “laços indestrutíveis” que Washington mantém com Jerusalém são consensuais tanto entre democratas e republicanos.
Apesar de garantir que a paz na região “é do interesse de israelitas, palestinianos e americanos”, Obama sublinhou que Jerusalém deve “permanecer como capital de Israel” e “permanecer indivisível”, negando assim uma das principais pretensões da Autoridade Palestiniana.
Não se afastando muito da posição da actual Administração, o candidato democrata entende ser necessário “isolar” o Hamas, vencedores das últimas legislativas palestinianas, até que o movimento renuncie ao terrorismo e reconheça os acordos anteriores.
Sem se referir a eventuais negociações com Teerão, Obama disse que as ambições nucleares iranianas representam “uma séria ameaça” à estabilidade do Médio Oriente. “O meu objectivo é eliminar esta ameaça” e “tudo farei o que estiver a meu alcance para evitar que o Irão obtenha armas nucleares”, garantiu, antes de uma forte ovação em pé dos presentes na conferência.
Igualmente convidada para a conferência da AIPAC, Hillary Clinton fez um discurso muito próximo do adversário e reconheceu de forma subliminar a derrota nas primárias democratas que ontem, após o fecho das urnas, se recusou a admitir.
“Sei que Barack Obama será um bom amigo de Israel”, afirmou, visivelmente emocionada, acrescentando que o senador do Illinois “compreende aquilo que está em jogo” quando se discute a segurança do Estado hebraico.



