Obama e Sarkozy discutiram estratégias para negociações com o Irão

16.09.2009 - 09:19 Por PÚBLICO, Agências
Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy discutiram ontem estratégias comuns para a questão do nuclear iraniano e para a cimeira do G-20, que decorrerá na próxima semana em Pittsburgh, nos Estados Unidos.
Os dois chefes de Estado mantiveram uma conversa telefónica de 30 minutos durante a qual falaram sobre os meios de levar o Irão a “conformar-se às suas obrigações internacionais quanto ao programa nuclear”, refere um comunicado da Casa Branca.
As negociações entre o Irão e o Grupo dos Seis (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) vão recomeçar a 1 de Outubro, em princípio na Turquia, após um interregno de mais de um ano.
O encontro é visto como um retomar do diálogo entre Teerão e as principais potências mundiais, mas a República Islâmica indicou que não está em discussão o seu direito a um programa nuclear. O Irão é acusado de querer desenvolver uma bomba atómica e mantém que o seu programa tem fins exclusivamente civis. Ao fim de seis anos de investigações, a Agência Internacional de Energia Atómica não conseguiu responder conclusivamente a esta pergunta, nota a agência AFP.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, referiu-se ontem à reunião de 1 de Outubro em termos que exprimem esta ambiguidade. Por um lado, a responsável pela diplomacia de Washington saudou o encontro como a concretização da promessa de abertura ao diálogo feita por Barack Obama. Por outro, realçou que a questão nuclear é incontornável.
“Dissémos claramente aos iranianos em que participarmos terão de abordar frontalmente a questão nuclear. Isso é incontornável”, disse Hillary Clinton.
Na conversa telefónica, os dois presidentes prometeram trabalhar em conjunto para garantir o sucesso da próxima cimeira do G-20, que terá lugar nos dias 24 e 25. Washington e os países europeus estão divididos quanto à questão da limitação dos bónus, que não é aceite pelos norte-americanos, mas à qual os europeus são favoráveis.


