O Presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu ontem a sua reforma da saúde num terreno improvável – a estação de televisão Fox News.
A Administração Obama tem afirmado que a Fox News é “um braço do partido Republicano”. A estação garante que há uma diferença entre os seus opinion makers como Bill O’Reilly e a parte noticiosa.
A Fox News promoveu uma série de protestos contra o actual Presidente. Mais: no final do ano passado chegou a usar imagens de uma grande concentração popular em Washington, colocando-as na peça sobre uma manifestação de direita contra a reforma da Saúde bastante menos numerosa (depois da situação ter sido exposta pelo programa Daily Show, de Jon Stewart, que mostrava as cores de Outono nas árvores numa das manifestações e a cor verde da folhagem na outra, a Fox disse que tinha inadvertidamente trocado as imagens das manifestações).
Na entrevista de ontem à noite, Obama acabou por vezes por parecer exasperado pelas várias interrupções de Bret Baier sobre procedimentos legislativos ou pormenores do plano.
“Não passo muito tempo a preocupar-me com as regras de procedimento da Câmara dos Representantes ou do Senado”, afirmou Obama. “O que vos posso dizer é que o voto será um voto sobre a reforma da saúde.”
O Presidente defendeu de novo a necessidade desta reforma que irá permitir que 31 milhões de americanos que não têm seguro de saúde possam tê-lo, irá impedir as seguradoras de rejeitarem cobertura a pessoas com problemas médicos existentes ou de terminarem o seguro em caso de complicações graves de saúde, e deixar os que têm seguro através do empregador com a certeza de que não ficarão sem cobertura de saúde caso percam o emprego.
“A razão pela qual precisamos desta reforma não é o seu efeito na presidência. É pelo seu efeito nas pessoas que neste momento precisam desesperadamente de ajuda”, disse Obama.
Barack Obama acabou, no entanto, por não responder a uma questão sobre especificidades do plano nos estados do Connecticut ou de Montana.
Antes da entrevista com o Presidente, a Fox News pediu um comentário ao senador republicano John McCain, derrotado por Obama nas presidenciais de Novembro de 2008. McCain criticou “essas negociatas manhosas, ao estilo de Chicago, na negociação desta lei”.



