Obama defende reforma da saúde antes de discurso decisivo no Capitólio

08.09.2009 - 10:26 Por PÚBLICO, Agências
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez ontem um ensaio geral para o discurso que fará amanhã na abertura do congresso, em defesa da reforma da saúde, que é considerada decisiva para o seu mandato.
Obama escolheu um encontro de sindicalistas em Cincinatti, Ohio, no Dia do Trabalho - assinalado ontem nos Estados Unidos -, para falar sobre a reforma da saúde. Uma audiência conquistada à partida para as propostas do Presidente e que exibia cartazes onde era possível ler “Os cuidados de saúde não podem esperar”, relata a Reuters.
“A vossa voz pode mudar o mundo. A vossa voz pode fazer passar a reforma da saúde”, disse Obama, falando em mangas de camisa e sem casaco à multidão, num estilo a fazer lembrara campanha eleitoral que o levou à Casa Branca.
“Há uma altura para tomar decisões. Há uma altura para agir. Agora é a altura para agir e fazer as coisas”, disse Obama, que voltou a defender um seguro público de saúde em paralelo com os seguros privados, que tem sido um dos pontos mais criticados do projecto.
Barack Obama entende que o seguro público permitirá melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir custos, num esforço no qual quer alargar os cuidados de saúde aos 46 milhões de norte-americanos que estão fora do sistema.
“Continuo a acreditar que a opção pública dentro de um pacote de escolhas de seguros ajudará a melhorar a qualidade e a reduzir custos”, afirmou o Presidente.
Obama vai encontrar-se hoje com os principais líderes democratas no Congresso, o líder da maioria, Harry Reid e a speaker [Presidente], Nancy Pelosi, para definir estratégias para a sessão de quarta-feira, em que o Presidente falará para as duas câmaras do Capitólio. “A reforma da saúde será o principal tópico da reunião”, disse um porta-voz de Pelosi, Brendan Daly.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse no domingo que o Presidente deverá “traçar algumas linhas na areia” no discurso de amanhã.
Uma sondagem da CBS, da semana passada, revelava que a maioria dos americanos considera as propostas para a reforma da saúde confusas e entende que o Presidente não as explicou com clareza.



