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Presidente americano recebeu prémio em Oslo

Obama defende a "guerra justa" na entrega do Nobel da Paz

10.12.2009 - 14:16 Por PÚBLICO

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Obama na entrega do prémio Obama na entrega do prémio (Bjorn Sigurdson/Reuters)
Barack Obama recebeu hoje o Prémio Nobel da Paz e não esqueceu a controvérsia que rodeou a entrega do galardão ao líder de um país envolvido em duas guerras. No discurso de aceitação disse partilhar os ideais de não-violência de Martin Luther King ou de Mahatma Gandhi, mas disse que enquanto Presidente não pode guiar-se por esses princípios e sublinhou que, em determinadas circunstâncias, a guerra é necessária para preservar a paz.

“A guerra não será erradicada no nosso tempo de vida”, disse, alegando que as nações serão obrigadas a avançar para o conflito quando estiverem em causa os seus legítimos direitos. E mais do que necessária a guerra pode ser justificada, seja por razões humanitárias, seja porque o inimigo não luta com as mesmas armas: “Nenhuma negociação pode convencer a Al-Qaeda a depor as armas”.

Mas “onde a força for necessária, temos um interesse estratégico e moral em respeitarmos determinadas regras de conduta. E mesmo quando enfrentamos um adversário imoral, que não respeita regra nenhuma, acredito que os Estados Unidos devem permanecer exemplares no respeito pelas leis da guerra.”

No seu discurso, destacou também o papel das instituições internacionais criadas após a II Guerra Mundial, mas disse que o poderio militar americano ajudou a evitar uma nova guerra total. Ainda assim, disse, os Estados Unidos não podem hoje agir sozinhos para evitar ameaças globais como o terrorismo, a proliferação nuclear ou a pirataria.

Defendeu também a necessidade de negociar com os Estados os compromissos internacionais – destacando, neste particular, os programas nucleares do Irão e da Coreia do Norte – mas disse que quando a diplomacia falha o mundo deve unir-se para “os responsabilizar”. “Os que amam a paz não podem ignorar estas ameaças”.

Em Oslo, Barack Obama prestou também homenagem aos que lutam contra regimes opressivos – Aung Sun Su Kyi na Birmânia, a oposição no Zimbabwe e no Irão – e admitiu que muitos dos que estão na prisão ou são perseguidos pelas suas causas “merecem mais este prémio” do que ele.

Mas no seu discurso, não esqueceu os direitos humanos, dizendo que não haverá uma “paz justa” enquanto homens e mulheres continuarem a ver negados os seus direitos, sejam eles as liberdades políticas e económicas, sejam os direitos económicos. “A segurança não existirá enquanto os seres humanos não tiverem comida, água, trabalho”.

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Veritas

É um facto inegável que a esmagadora maioria das mortes violentas-mais de 300 ...

Cruzado Justo

11.12.2009 12:22

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