O Presidente norte-americano, Barack Obama, fez a mais dura condenação ao regime sírio descrevendo como uma “chocante carnificina” a ofensiva das forças militares de Bashar al-Assad sobre a cidade de Homs, que continua nesta sexta-feira sob uma barragem intensa de artilharia pesada, que deixa a população civil sem refúgios.
A rede de activistas Comités de Coordenação Local, que tem organizado e documentado os protestos da revolta contra Assad, relata que pelo menos 110 pessoas foram mortas apenas nos bombardeamentos de quinta-feira contra Homs, no quinto dia consecutivo de ataque à cidade. A ofensiva do regime para extinguir os últimos focos da rebelião, que se arrasta já há mais de 11 meses, segue entretanto imparável.
Da manhã desta sexta-feira chegam relatos de um avanço cada vez maior do Exército dentro da cidade, com os tanques a entrarem em bairros densamente povoados, onde os civis não encontram zonas seguras para se protegerem dos bombardeamentos.
Segundo a Human Rights Watch, o cerco feito pelas forças governamentais está mesmo a impedir a chegada de feridos dos bombardeamentos aos hospitais, ao mesmo tempo que os postos de socorro de campanha montados pela cidade estão sem capacidade para dar resposta ao número de mortos e feridos.



