• A nova padaria francesa da baixa lisboeta
  • O romantismo de cada ruína
  • Passeios de mão dada por um Portugal romântico

Presidente exclui redução do número de tropas

Obama avisa que “nem todos ficarão contentes” com nova estratégia para o Afeganistão

07.10.2009 - 09:56 Por Francisca Gorjão Henriques

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Protesto anti-guerra ontem no campus da Universidade de Berkeley quando se discute no país o reforço de soldados para o Afeganistão Protesto anti-guerra ontem no campus da Universidade de Berkeley quando se discute no país o reforço de soldados para o Afeganistão (Justin Sullivan/Reuters )
O Presidente Barack Obama afirmou ontem aos líderes do Congresso norte-americano que não irá reduzir substancialmente o número de soldados no Afeganistão, nem pretende transformar a missão numa mera caça aos terroristas.

Obama ainda não está seguro sobre a necessidade de um reforço militar, proposto pelo general Stanley McChrystal e apoiado por alguns republicanos, e avisou que “nem todos ficarão contentes” com a sua estratégia para o conflito afegão.

Na terça-feira, o Presidente mandou chamar à Casa Branca os principais congressistas para ouvir as suas opiniões sobre a estratégia para a guerra no Afeganistão. A operação foi lançada em 2001 mas continua longe de estar resolvida – pelo contrário, os taliban voltaram a dominar uma parte considerável do território, depois de terem estado aparentemente quase controlados. O debate parece agora centrar-se sobre se será melhor enviar mais soldados e conseguir conquistar a confiança dos afegãos, ou concentrar os esforços em ataques aéreos contra alvos da Al-Qaeda.

Um responsável adiantou à Reuters que a decisão do Presidente, a anunciar nas próximas semanas, será assente na melhor forma de impedir ataques contra os Estados Unidos e seus aliados. “Ele também deixou claro que a sua decisão não deixará todos contentes na sala nem no país, mas salientou o seu compromisso em trabalhar numa base de colaboração”, adiantou o responsável.

O conselho de McCain a Obama

O rival de Obama na corrida à Casa Branca, o senador republicano John McCain, aconselhou o Presidente a evitar “meias medidas” e a aplicar o plano de McChrystal, que gostaria de ver mais 40 mil forças no terreno. “Estou convencido de que a análise do general McChrystal não só está correcta, mas que deve ser aplicada o mais depressa possível”, disse McCain aos jornalistas, depois do encontro de 90 minutos.

Há quem saliente que  decisão não é tão a preto e branco como está a ser apresentada. Anthony Cordesman, conselheiro do general McChrystal, afirmou à BBC que o que está em jogo é muito mais complexo “e envolve muito mais do que número de tropas". E acrescenta: "Há uma decisão sobre que estratégia prosseguir, qual o empenho em ficar no Afeganistão, como lidar com a NATO e os aliados da ISAF [Força Internacional de Assistência à Segurança], como refazer o programa de ajuda e como lidar com o futuro Governo afegão. Por isso, isto é muito mais do que uma decisão sobre uma simples estratégia militar.”

O debate ficou ainda mais assombrado depois de no fim-de-semana oito soldados americanos terem sido mortos em combate. Nem todos os membros do Partido Democrata, ou Republicano, estão convencidos da necessidade de mandar ainda mais tropas para o Afeganistão. “Há quem indique que talvez não haja vontade política entre a população deste país para apoiar outra missão”, ressalvou Eric Cantor, o “número dois” dos republicanos na Câmara dos Representantes.



Estatísticas

  • 1525 leitores
  • 31 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1404015

Comentário + votado

Apiados e treinados pelo Irão

Os taliban estão mais fortes porque tal como o hamas e o hezbollah são treinados, armados e ...

Ex-muçulmano

07.10.2009 21:53

X

Mais em Mundo (2 de 13 artigos)

Mulher uigur enfrenta forças de segurança chinesas no auge dos protestos e da violência de Julho em Urumqi Al-Qaeda apela à jihad contra a China em defesa dos uigures