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Presidente norte-americano contesta criminalização

Obama aprova directiva para promover direitos dos homossexuais em todo o mundo

07.12.2011 - 16:48 Por PÚBLICO

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Obama defende que ajuda externa dos EUA seja um instrumento para promover direitos dos homossexuais Obama defende que ajuda externa dos EUA seja um instrumento para promover direitos dos homossexuais (Kevin Lamarque/Reuters)
A ajuda externa dos Estados Unidos passará a ser um instrumento para promover o respeito pelos direitos dos homossexuais, anunciou o Presidente Barack Obama, enquanto a sua secretária de Estado Hillary Clinton fazia um discurso no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, marcando a mesma posição: “Alguns têm sugerido que os direitos dos homossexuais e os direitos humanos são separados e distintos. Mas são exactamente a mesma coisa.”

Num memorando divulgado terça-feira, o Presidente Obama pede às agências federais norte-americanas que combatam as iniciativas de nações que criminalizem a homossexualidade e persigam gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais, ou se recusem a reconhecer abusos cometidos contra estas pessoas.

Obama foi um dos líderes mundiais que se manifestou contra a lei em preparação no Uganda, que tornaria alguns actos homossexuais um crime punível com a morte. A discussão esteve suspensa, diz o jornal britânico The Guardian, mas foi retomada no Parlamento há pouco tempo. Os Estados Unidos criticam a forma como vários países tratam os homossexuais, incluindo alguns aliados próximos, como a Arábia Saudita, onde a homossexualidade é proibida, sob pena de morte ou açoitamento. No Afeganistão, que os EUA invadiram em 2001, a “actividade homossexual” é também criminalizada, diz o New York Times.

Como vai ser aplicada esta estratégia de ligação da ajuda externa e da promoção dos direitos dos homossexuais, não foi explicado. Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, disse o jornal de Nova Iorque que “não se vai cortar ou ligar” a ajuda externa a mudanças nas práticas de outras nações. A pressão poderá fazer-se mais por dar proeminência a este assunto na agenda da política externa norte-americana.

Embora Obama não tenha defendido o casamento gay – um tema divisivo nos EUA – a sua Administração tem dado vários passos para promover a igualdade de direitos dos homossexuais. O Pentágono acabou este ano com a politica de não permitir que gays assumidos entrassem no Exército (a célebre “Don’t Ask, Don’t Tell”), e o Presidente deu ordem ao Governo federal para que não defendesse uma lei que define o casamento como algo que se só pode acontecer entre um homem e uma mulher.

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Comentário + votado

O que é isso agora?

Obama está cada dia mais imperialista. Até quer usar os gays para perseguir a sua agenda de ...

Bento

08.12.2011 07:49

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