Obama apresentou equipa que vai liderar combate à crise financeira

24.11.2008 - 19:24 Por Reuters, PÚBLICO
Barack Obama apresentou hoje os nomes da sua futura equipa económica, que terá pela frente o combate à mais grave crise financeira das últimas décadas, confirmando a nomeação de Timothy Geithner para o cargo de secretário do Tesouro.
Geithner, de 47 anos, é o actual presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, era já dado como certo à frente daquele que será o mais visível dos Departamentos da futura Administração, que se encontra prestes a estar concluída.
Da nova equipa faz também parte Lawrence Summers, antigo secretário do Tesouro de Bill Clinton, que assumirá a direcção do Conselho Económico Nacional dos EUA. Summers é também um dos nomes falados para a presidência da Reserva Federal americana, quando o mandato de Ben Bernanke terminar, em Janeiro de 2010.
Obama nomeou ainda Christina Romer, professora de economia da Universidade de Berkeley, na Califórnia, para a chefia do Conselho de Consultores Económicos, e Melody Barnes, antiga conselheira do Comité Judicial do Senado e uma conhecida apoiante, para a presidência do Conselho de Política Internas.
Obama promete prioridade à recuperação da economia
Na conferência de imprensa desta tarde, em Chicago, o Presidente eleito garantiu que a equipa está já a trabalhar nos detalhes do plano de relançamento da economia americana, confrontada com a pior crise financeira desde a Grande Depressão e com indicadores pessimistas para os próximos anos.
Questionado sobre os custos deste plano, com o qual pretende fomentar a criação de 2,5 milhões de empregos em dois anos, Obama escusou-se a adiantar números, referindo apenas que “terá a dimensão e a abrangência necessária para pôr a economia novamente nos trilhos”.
O Presidente eleito escusou-se também a revelar se mantém a intenção de eliminar as reduções fiscais às famílias de maior rendimento ou se deixará simplesmente que os benefícios aprovados pelo Presidente George W. Bush expirem, em 2010.
Obama revelou, por outro lado, que apoia um plano de apoio à indústria automóvel norte-americana, mas garantiu que, quando for Presidente, não serão “dados cheques em branco” ao sector.
O democrata lamentou, em particular, que os presidentes dos três grandes grupos americanos (General Motors, Ford e Chrysler) não tenham ainda apresentado um plano concreto de recuperação de um sector que emprega, directa ou indirectamente, alguns milhões de americanos. “Eles precisam de apresentar um plano se quiserem receber dinheiro dos contribuintes”, argumentou.

