O Presidente Barack Obama ordenou ontem o levantamento das restrições às viagens de cidadãos com familiares em Cuba e ao envio de dinheiro para a ilha liderada pelos irmãos Castro. E mais: abriu caminho para as empresas de telecomunicações dos Estados Unidos fazerem negócios em Cuba e mandou a Administração avaliar a possibilidade de iniciar voos comerciais regulares entre os dois países.
Estes anúncios não representam o fim do embargo a Havana, mas constituem a maior fenda já aberta numa política com 47 anos.
“O Presidente ordenou que sejam dados uma série de passos para estender a mão aos cubanos em apoio do seu desejo de gozarem de direitos humanos. Estas acções são tomadas para abrir o fluxo de informação”, explicou aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs. As medidas foram anunciadas antes da Cimeira das Américas, marcada para sexta-feira em Trindade e Tobago.
Quem quiser pode passar a pagar telemóveis de cubanos a partir do estrangeiro e as empresas americanas de telecomunicações poderão candidatar-se a licenças em Cuba, tal como os fornecedores de serviços de televisão e rádio por satélite.
As acções de várias empresas que poderão vir a ganhar com estas mudanças subiram à medida que as notícias chegavam da Casa Branca: incluindo os operadores de cruzeiros Royal Caribbean, sedeado em Miami, e o Carnival, na expectativa de que possam viur a navegar para Cuba, a uns meros 140 quilómetros dos EUA.
Obama deu ordens aos departamentos de Estado, do Tesouro e do Comércio para levantar estas restrições o mais rápido possível.
O levantamento às restrições de viagens para Havana e ao envio de dinheiro afectará mais de um milhão e meio de cubanos que durante a anterior Administração viram dificultado o processo de envio de remessas e a possibilidade de visitar os familiares.
A partir de agora, poderá ser enviado dinheiro e também ajuda humanitária e é levantada a proibição sobre o envio de mercadorias. Os envios poderão ter como destinatários todos os cubanos, excepto os funcionários públicos, escreveu o jornal El País.


