O número dois da rede terrorista Al-Qaeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, ridiculariza o presidente norte-americano, George W. Bush, e a lei do Congresso sobre um calendário de retirada do Iraque, numa nova mensagem vídeo divulgada ontem.
No vídeo, o médico egípcio - considerado o braço direito de Osama bin Laden, aparece sentado em frente de uma estante de livros e fala durante uma hora e sete minutos, em árabe mas com legendas em inglês, segundo a organização norte-americana SITE, que interceptou o vídeo na internet.
Sobre a lei do Congresso vetada há dias pelo presidente, que fazia depender o financiamento da guerra no Iraque de um calendário para a retirada total das forças norte-americanas no terreno, Zawahiri fala com ironia, afirmando por exemplo que ela "impediria ao nossos irmãos de destruir as forças americanas que conseguiram atrair para uma armadilha falta".
"Esta lei demonstra o fracasso e a frustração dos americanos (...) Pedimos a Alá que eles [militares norte-americanos] só saiam depois de terem perdido 200.000 ou 300.000 soldados para que possamos dar uma lição inesquecível aos derramadores de sangue de Washington e da Europa", afirmou al-Zawahiri.
A SITE assegura que o vídeo foi gravado já no mês de Maio, mas uma vez que Zawahiri não faz qualquer referência ao veto presidencial, a mensagem deve ter sido gravada depois da aprovação da lei mas antes do veto.
Noutro passo da gravação, o "número dois" da rede terrorista escarnece do plano de segurança especial em vigor em Bagdad, evocando o ataque suicida de 12 de Abril no bar do parlamento iraquiano, na zona verde. "Dou os parabéns a Bush pelo êxito do seu plano de segurança e convido-o a tomar um sumo na cafetaria do parlamento", disse.



