Os serviços secretos norte-americanos acreditam que o número de acções violentas no Afeganistão tenha duplicado este ano em relação a 2005, avançou o chefe da secreta militar do país, o general Michael Maples.
"Em 2007, os rebeldes vão sem dúvida prosseguir o uso de técnicas mais visíveis, agressivas e mortíferas nos seus esforços para minar a disposição da comunidade internacional de apoiar as operações militares e de reconstrução no Afeganistão", declarou o general Maples durante uma audição na Comissão das Forças Armadas do Senado norte-americano.
O director da CIA, general Michael Hayden, sublinhou a necessidade de se continuar a apoiar o Governo do Presidente afegão, Hamid Karzai.
"Cabul precisa de ajuda porque tem falta de meios, não porque tenha falta de vontade política ou de apoio", declarou o general Hayden, estimando que o Presidente Karzai "sabe bem qual é a responsabilidade do seu Governo".
O general Hayden, citando o embaixador norte-americano em Cabul, Ron Neuman, precisou também que o esforço para reforçar o Governo afegão "durará muito tempo, custará vários milhares de milhões de dólares, durante uma década", acrescentou.
Mais de 120 militares estrangeiros morreram em combates desde o início do ano no Afeganistão. O total sobe para 180 tendo em conta os soldados da ISAF que morreram em acidentes.
Trinta e um mil soldados da ISAF estão no Afeganistão, oito mil dos quais no Sul do país, onde os taliban, expulsos do poder no final de 2001, intensificaram nos últimos meses os seus ataques.
Portugal está presente no Afeganistão com um contingente de 150 efectivos da Brigada de Reacção Rápida dos Comandos mais sete militares da Força Aérea e três oficiais.



