Número crescente de ataques a empresas e trabalhadores chineses em Angola

16.11.2009 - 10:45 Por PÚBLICO
As autoridades chinesas deram nesta última semana o alarme para uma vaga de criminalidade de que os seus interesses e cidadãos em Angola estão a ser alvo por parte de grupos mafiosos.
Numerosas empresas e trabalhadores da China têm estado a ser assaltados na zona da Grande Luanda, onde se concentra uma parte substancial da população angolana, o custo de vida é muito elevado e a criminalidade não cessa de aumentar.
Os ataques às companhias e aos trabalhadores ameaçam as relações bilaterais, disseram nos últimos dias o líder do Chinese Business Council (CBC), Xu Ning, e o chefe do Grupo de Construção Urbana de Xangai, Eddie Zhang, citados por órgãos da informação internacional, como a Reuters, a AFP e a BBC.
"Os gangues vão primeiro inspeccionar as instalações e depois voltam com espingardas automáticas Ak-47", disse Zhang, cujo grupo está a construir o novo estádio de futebol de Luanda, destinado à Taça Africana das Nações, de 2010.
Há já mais de 40.000 chineses a trabalhar em Angola, mas alguns começam a procurar partir, tendo em conta o elevado índice de criminalidade, que em Setembro levou mesmo ao assassínio do empresário Xu Tonggou, quando tentava resistir a um assalto.
A China deu a Angola mais de 5000 milhões de dólares (3342 milhões de euros) em empréstimos, para a construção de infra-estruturas, tendo recebido em troca remessas de petróleo, que são o principal trunfo do Estado angolano.


