Novo secretário-geral defende maior envolvimento da NATO no Afeganistão

03.08.2009 - 12:45 Por PÚBLICO, Agências
O novo secretário-geral da NATO, Anders Rasmussen, defendeu hoje um maior envolvimento da Aliança Atlântica no Afeganistão, para evitar que o país “volte a ser uma placa giratória do terrorismo internacional”.
“Devemos evitar que o Afeganistão volte a ser uma placa giratória do terrorismo internacional”, declarou, segundo a AFP, numa conferência de imprensa em Bruxelas a propósito da sua entrada em funções.
“Espero que, no meu mandato, consigamos ajudar os afegãos a encarregarem-se da sua segurança (...), mas, que fique claro para os taliban que isto não é uma estratégia de retirada”, insistiu. “A NATO não se prepara para partir. Ficaremos o tempo que for necessário”, acrescentou.
Numa entrevista à Reuters, Rasmussen, que no sábado assumiu o cargo, disse que a estabilização do Afeganistão exige uma abordagem que inclua as componentes militar e civil. “Em primeiro lugar, temos de garantir que a segurança melhora, mas obviamente a solução não é apenas militar.”
“Precisamos de reforçar a interacção entre os esforços militares e a reconstrução civil. Por isso, vou focar-me numa abordagem global”, acrescentou.
Anders Rasmussen disse também que a NATO mantém a sua intenção de estabelecer uma parceria estratégica com a Rússia. Os 28 membros da Aliança e Moscovo têm, do seu ponto de vista, interesses comuns em áreas como a luta anti-terrorista, o Afeganistão, o desarmamento e a não-proliferação de armas.
“Penso que devemos desenvolver uma cooperação prática ... insistindo, claro, no cumprimento russo das suas obrigações internacionais, incluindo o respeito pela soberania e a integridade dos seus vizinhos”, disse. As relações entre a NATO e a Rússia foram afectadas pela intervenção russa na Geórgia, há cerca de um ano.

