Biodiversidade

Noruega pede mais ajuda para salvar a floresta indonésia

26.10.2010 - 10:34 Por Reuters

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As vastas florestas tropicais da Indonésia estão a ser deitadas abaixo para agricultura e cultivo de biocombustíveis As vastas florestas tropicais da Indonésia estão a ser deitadas abaixo para agricultura e cultivo de biocombustíveis (Beawiharta/Reuters)
A Indonésia poderá, assim como o Brasil, travar o ritmo da desflorestação mas precisa de muito mais ajuda dos países ricos como os Estados Unidos, Japão e União Europeia, comentou ontem o ministro norueguês do Ambiente.

A Noruega assinou um acordo de mil milhões de dólares (713 milhões de euros) com a Indonésia, mediante o qual Jacarta aceitou impor uma moratória de dois anos a novas licenças para abater florestas.

Até ao momento, a Noruega já libertou 30 milhões de dólares (21 milhões de euros) desse fundo, mas o restante só será pago depois de Jacarta provar que as emissões de gases com efeito de estufa desceram e depois de ser realizada uma auditoria independente.

O ministro norueguês do Ambiente, Erik Solheim, explicou que cabe à Indonésia, e não à Noruega, definir quais as florestas que serão preservadas no âmbito da moratória.

Ainda assim, o esforço não é suficiente, disse Solheim. “Um milhão de dólares é uma grande quantia de dinheiro mas a Indonésia precisa de muito mais para conseguir conservar e gerir de forma sustentável as suas florestas”, comentou Solheim numa entrevista dada à Reuters em Jacarta, onde está reunido com as autoridades indonésias. “Os Estados Unidos, o Japão e outros países europeus deviam entrar neste fundo para o tornar robusto o suficiente”.

A Noruega tem sido o maior doador na protecção das florestas tropicais. Na cimeira climática da ONU, em Copenhaga em Dezembro, os Estados Unidos, Austrália, França, Japão, Reino Unido e Noruega acordaram disponibilizar 3,5 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) de 2010 a 2012 para ajudar a salvar as florestas. Em Maio deste ano, os donativos das nações mais ricas ascenderam a quatro mil milhões (2,8 mil milhões de euros) quando os membros de uma parceria florestal se reuniram em Oslo.

As vastas florestas tropicais da Indonésia absorvem uma grande quantidade de dióxido de carbono mas estão a ser deitadas abaixo para agricultura e cultivo de biocombustíveis. As empresas de produção de óleo de palma – como a Wilmar, SMART e Indofood Agri Resources – têm grandes planos de expansão. Em todo o mundo, a desflorestação é responsável por até um quinto de todas as emissões de gases com efeito de estufa, segundo a ONU.

“A lógica do passado era que se podia fazer dinheiro com a destruição da floresta mas não com a sua protecção. Essa lógica tem de ser alterada”, disse Solheim, cujo país também disponibilizou 250 milhões de dólares (178 milhões de euros) para projectos de conservação na Guiana e mil milhões de dólares (713 milhões de euros) no Brasil.

“O Brasil reduziu o seu ritmo de desflorestação em 80 por cento de 2003 a 2010. Isso é um resultado fantástico. Penso que as expectativas para a Indonésia são da mesma dimensão”, acrescentou.

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Temos que pagar por existirmos?

Eis o trágico resultado da sobre-povoação. As florestas mais ricas do mundo são ...

Guella

26.10.2010 23:59

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