Netanyahu vai defender perante Obama a expansão dos colonatos israelitas

21.09.2009 - 10:45 Por PÚBLICO
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai defender a expansão dos colonatos na Cisjordânia quando amanhã se reunir com o Presidente Barack Obama e com o presidente da Autoridade Palestiniana (AP), Mahmoud Abbas, declarou hoje o seu porta-voz, Nir Hefetz.
"Nunca ouviram o primeiro-ministro dizer que iria congelar a construção nos colonatos. A verdade é precisamente o contrário", disse Hefetz à Rádio do Exército, quando lhe perguntaram quais as perspectivas para a cimeira que vai ter lugar em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A reunião tem estado a ser vista em Israel como um êxito para Netanyahu, que não aceitou uma exigência dos Estados Unidos e da AP para uma paragem total da construção nos colonatos. Mas os palestinianos consideram que não se trata propriamente de negociações, pois Abbas recusa terminantemente iniciar quaisquer conversações de paz com o primeiro-ministro israelita enquanto este não congelar as construções.
"Há alguns políticos que vêem a paragem da construção, a cedência de território nacional ou o prejuízo dos colonatos na Judeia e na Samaria (nomes judaicos para as diferentes partes da Cisjordânia) como algo que poderia ajudar Israel. O primeiro-ministro Netanyahu não se encontra entre essas pessoas", sublinhou Hefetz.
"Os colonatos são um empreendimento sionista e os colonos são nossos irmãos", prosseguiu o porta-voz do chefe do Governo.
Há meio milhão de israelitas a viver na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, conquistada durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Ou seja, um sexto da população palestiniana desses territórios.
O Tribunal Internacional da Haia considera que os colonatos são ilegais e os palestinianos declaram que a sua existência torna inviável um desejado Estado da Palestina.
Já o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak, declarou ao "New York Times" de hoje que os palestinianos perdem uma "enorme oportunidade" de conseguirem a proclamação de um estado devido à sua "intransigência".


