O Presidente israelita, Shimon Peres, vai pedir a Benjamin Netanyahu para formar governo, informou um comunicado presidencial. Netanyahu terá depois seis semanas para pôr de pé um Executivo.
Peres encontrou-se também com a líder do Kadima, Tzipi Livni, para tentar convecê-la a formar um governo de unidade nacional, segundo informou uma porta-voz do Presidente. Livni recusou, afirmando que apenas o faria se fosse primeira-ministra. O Kadima conseguiu eleger mais um deputado do que o Likud de Netanyahu (Bibi) nas eleições de dia 10, mas tem menos parceiros com quem possa coligar-se.
“As coisas ficaram claras. É um governo sem visão política” que Bibi está a formar, denunciou Livni à rádio pública. “Um governo assim não tem nenhum valor e eu não servirei para o legitimar.”
Já ontem, Livni afirmara ao "Ha’aretz" que não aceitaria juntar-se a um Governo liderado por Bibi que inclua o Shas, o Habayit Hayehudi e a União Nacional (uma aliança de extrema-direita religiosa) mas que não colocaria de parte uma coligação Likud-Kadima-Yisrael Beiteinu, de Avigdor Lieberman.
Netanyahu estava a “pedir para nos juntarmos a uma coligação que iria primeiro formar com o Shas, que exigia que eu parasse de negociar com os palestinianos, e com o Habayit Hayehudi e a União Nacional, e com o próprio Bibi [Netanyahu] que entretanto se recusa a falar sobre uma solução de dois Estados”, afirmou Livni. E adiantou que não saberia como explicar aos seus eleitores o que estava a fazer numa coligação deste género.
Fontes próximas de Netanyahu têm afirmado nos últimos dias que o Kadima poderia ficar com duas pastas ministeriais: os Negócios Estrangeiros e as Finanças, e que Livni seria vice-primeira-ministra.



