Netanyahu acredita que é possível negociar a paz com os palestinianos

31.03.2009 - 17:00 Por Agências
Benjamin Netanyahu, que esta tarde toma posse como novo primeiro-ministro de Israel, disse estar disponível para negociar “um acordo final” de paz com a liderança palestiniana. Mas voltou a não mencionar a criação de um Estado palestiniano – uma posição que poderá colocar o novo Governo em rota de colisão com os EUA e a Europa.
“Quero dizer aos líderes da Autoridade Palestiniana: se querem realmente a paz, será possível chegarmos à paz”, declarou o líder do Likud no seu discurso ao Knesset, que hoje vota o novo Executivo.
Netanyahu adiantou que o seu Governo quer chegar a um acordo com Mahmoud Abbas através da “economia, da segurança e da política”, mas avisa que os líderes palestinianos têm de cumprir a sua parte no combate ao terrorismo.
Além da “paz económica” – um conceito por ele criado para definir a aposta na melhoria das condições de vida nos territórios autónomos –, o líder da direita israelita garante que vai envolver-se em “negociações de paz permanentes com a Autoridade Palestiniana, para chegar a um acordo final” de paz. Sem nunca referir a palavra “Estado”, Netanyahu garantiu que Israel “não quer governar outro povo” e que, na sequência de um “acordo definitivo”, os palestinianos “vão dispor de todos os direitos para se governarem a si próprios”.
Fortemente dominado pelos partidos da direita e extrema-direita, o novo Governo israelita é encarado com preocupação pelos europeus e também pelos norte-americanos, seus aliados tradicionais, dada a relutância de Netanyahu em aceitar a solução dos dois Estados (israelita e palestiniana) e em se comprometer com o fim da construção de novos colonatos na Cisjordânia.

