As Nações Unidas apelaram hoje aos maoístas, à frente do governo nepalês, à libertação de 3000 crianças soldado, com menos de 18 anos, que ainda permanecem nos campos maoístas.
Esses campos fazem parte de um acordo de paz assinado em 2006 entre o governo e os maoístas rebeldes para garantir a reabilitação dos guerrilheiros depois da guerra civil que matou mais de 13 000 pessoas.
“Hoje ainda permanecem nos acampamentos e devem ser libertados imediatamente”, apelou Radhika Coomaraswamy, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para as crianças e conflito armados.
O primeiro-ministro nepalês Prachanda argumenta que as crianças “foram úteis durante a guerra. Não podemos apenas largá-las agora”, disse em declarações à AFP.
Coomaraswamy defendeu que os oficiais das Nações Unidas devem ter acesso às crianças de modo a garantirem “a recuperação e reintegração” a que têm direito.
O chefe maoísta Pushpa Kamal Dahal ainda usa o seu nome de guerra, Prachanda, e foi eleito primeiro-ministro do Nepal este mês.



