Prosseguiram hoje em Maputo negociações entre o chefe do regime malgaxe de transição, Andry Rajoelina, e a mediação internacional, coordenada pelo antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano, sobre uma eventual amnistia a conceder ao anterior Chefe de Estado de Madagáscar, Marc Ravalomanana, assunto que ontem bloqueara as negociações em curso para a reconciliação entre todas as partes da grande ilha situada em frente à costa de Moçambique.
Ravalomanana encontra-se exilado na África do Sul desde que foi afastado do poder em Março deste ano e entretanto foi condenado em Junho a quatro anos de cadeia por um tribunal do seu país, devido a conflito de interesses na compra de um avião presidencial.
Se acaso vier a ser amnistiado, poderá voltar livremente para casa e candidatar-se de novo à suprema magistratura da nação, aquando das próximas eleições, numa data a definir.
No decurso destas conversações de Maputo, iniciadas terça-feira, já fora entretanto decidido abandonar todos os processos existentes contra o Presidente anterior a Ravalomanana, Didier Ratsiraka, que vive exilado na França desde a crise pós-eleitoral de 2002.
Outro antigo Chefe de Estado malgaxe que está a participar no diálogo é Albert Zafy, que esteve no poder de 1993 a 1996.
Joaquim Alberto Chissano assumiu a liderança deste processo negocial depois do malogro de iniciativas tanto da União Africana como das Nações Unidas, instituições que actualmente o apoiam, bem como a Organização da Francofonia e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).


