Os ministros da Defesa da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da Ucrânia estão reunidos hoje em Talin, a nível informal, para debater as aspirações de Kiev a unir-se à Aliança. O alargamento da NATO às portas da Rússia é um assunto que divide os Estados membros.
Na abertura da sessão, o Presidente estónio, Toomas Hendrik Ilves, apelou aos membros da NATO para debaterem directamente a adesão da Ucrânia à NATO e ultrapassarem as suas divergências que bloqueiam o Plano de Acção para a Adesão (MAP) de Kiev à Aliança.
Ilves salientou a importância estratégica da Ucrânia e a da democracia para a estabilização da região do Mar Negro e dos Balcãs. “A Ucrânia e o seu destino são um teste ao futuro da Europa”, considerou.
Assim como outros membros ex-comunistas da Aliança, Talin apoia a adesão da Ucrânia e da Geórgia, outra antiga república soviética.
Os Estados Unidos consideram que a Rússia não deve impedir a plena integração a Oeste das antigas repúblicas soviéticas. Paris e Berlim consideram que a guerra de Agosto só veio confirmar os riscos que existirão se estes países entrarem na NATO.
O secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, considerou que o conflito russo-georgiano de Agosto passado alterou “o ambiente de segurança europeu”, salientando o direito da Ucrânia e da Geórgia em escolher livremente a sua estratégia de segurança.
A reunião em Talin acontece quando as relações entre a NATO e Moscovo estão tensas. Esta semana, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia decidiram retomar o diálogo estratégico com a Rússia, congelado desde Agosto.
A importância do encontro em Talin foi reforçada com a participação do secretário americano da Defesa, Robert Gates, um sinal de apoio às aspirações euro-atlânticas da Ucrânica e da Geórgia, segundo a sua equipa.
No entanto, não será tomada qualquer decisão na reunião de Talin; os ministros deverão voltar a reunir-se em Dezembro em Bruxelas.


