A NATO admitiu que foram suas as armas que, na madrugada de domingo, destruíram um edifício residencial em Trípoli, num bombardeamento que o regime líbio diz ter matado nove pessoas.
Logo depois da acusação, a Aliança anunciou que ia lançar um inquérito e frisou que todas as denúncias de vítimas civis “são levadas muito a sério”.
Algumas horas depois, a NATO admitia em comunicado: "O alvo do ataque aéreo em Trípoli era o local de lançamento de mísseis [das forças pró-Khadafi]. Porém, parece que um dos disparos não acertou no alvo pretendido; poderá ter havido uma falha no sistema de armamento que poderá ter causado baixas civis".
Depois veio a admissão e o pedido de desculpas: “A NATO lamenta a perda de vidas inocentes e tem muito cuidado ao conduzir ataques contra um regime determinado em usar a violência contra os seus cidadãos”, afirmou Charles Bouchard, comandante das operações.
O caso tinha sido denunciado pelo regime de Khadafi ontem de manhã bem cedo. Um responsável do Governo líbio reuniu os jornalistas estrangeiros e transportou-os numa visita guiada até ao local do incidente, no bairro de Souq al-Juma da capital. Aí, os jornalistas viram um cadáver ser retirado dos escombros de um edifício totalmente destruído. Depois seguiram para um hospital, onde foram confrontados com os corpos de três adultos e duas crianças que alegadamente morreram, na sequência do bombardeamento.
Este ataque é o maior erro cometido pelas forças da coligação militar desde o início dos ataques aéreos contra o regime de Khadafi, numa altura em que a NATO tenta apertar o cerco ao líder líbio.
Notícia actualizada às 08h28, 20/06/2011



