Centenas de fãs à porta do Hospital da Universidade da Califórnia

Nas ruas de Los Angeles e Nova Iorque chora-se a morte de Michael Jackson

26.06.2009 - 10:29 Por PÚBLICO

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Em Times Square, Nova Iorque, a notícia principal continua a ser a morte de Michael Jackson Em Times Square, Nova Iorque, a notícia principal continua a ser a morte de Michael Jackson (Lucas Jackson/REUTERS)
Milhões de fãs de Michael Jackson choram a sua morte nas ruas de todo o mundo. Da pequena cidade industrial de Gary, no Indiana, onde o “Rei da Pop” nasceu, a toda a zona ocidental de Los Angeles, onde o cantor vivia, passando pelas principais praças dos EUA, Europa, Médio Oriente, os tributos sucedem-se em honra do homem que muitos descreviam como o herdeiro natural de Elvis Presley.

Em Times Square, vagas imensas de pessoas seguiam em frente a um ecrã gigante o desenvolver das notícias desde que a morte de Jackson foi avançada pelo site TMZ. Um imenso clamor de choque varreu o ar, descrevia o "LA Times", quando a mesma foi confirmada, e as pessoas prontamente pegaram nos telemóveis para fazer correr a notícia.

A enorme e icónica praça nova-iorquina permanece, desde ontem à noite, repleta de pessoas homenageando o cantor. “É como quando [J.F.] Kennedy foi assassinado. Vou lembrar-me para sempre de estar aqui, em Times Square, quando Michael Jackson morreu”, dizia um fã, citado pelo site de notícias local amNewYork.

Em frente ao Apollo Theater, onde Mickael Jackson se estreou em concerto ainda em criança, os fãs dançaram o “moonwalk”, os movimentos de dança que ficarão como parte do legado do cantor. Foram cantadas as canções que constituem fenómenos globais de popularidade, foram feitas preces por Michael Jackson e a sua família.

Antes mesmo da confirmação da morte, ocorrida às 2h26 locais (22h26 em Portugal), já centenas de pessoas convergiam para junto do Centro Médico da UCLA, em Los Angeles onde Michael Jackson deu entrada em coma profundo após sofrer um ataque cardíaco. Os fãs levavam consigo flores, choravam e consolavam-se uns aos outros, entoando as canções que definiram uma geração por todo o mundo.

No campus da universidade, nas residências estudantis, na rua por trás do hospital, o álbum “Thriller” ecoava em alto som; os estudantes saíram às ruas usavam uma luva numa só das mãos, que era a imagem de Michael Jackson. Os telemóveis “explodiam” com a chegada de mensagens por todo o lado, descrevia o "LA Times".

Toda a zona ocidental da cidade pareceu entrar em estado de suspensão durante a hora de ponta de ontem, enquanto as equipas de jornalistas, carros patrulha e helicópteros da polícia se dirigiam ao hospital, onde o cantor acabaria por ser declarado morto pelos médicos. Foi um “momento de quintessência” para os media na cidade de Los Angeles, notava ainda aquele jornal, “o tipo de coisa que se viveu durante os motins de 1992 ou quando O. J. Simpson foi preso em 1994”: “Isto foi a história a ser feita e, naturalmente, com tudo a ser captado pelas televisões”.

O cenário era mais tranquilo junto à casa de Michael Jackson, e Holmby Hills. Algumas dezenas de jornalistas mantinham-se junto aos portões, a aguardar desenvolvimentos e a entrevistar os vizinhos – dos quais nem todos sabiam quem ali vivia, mesmo ao lado deles, notava ainda o "LA Times".

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Comentário: "A morte de Michael Jackson representa o fim de uma era"

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Morte do Michael Jackson

Com ou sem dividas, acusado ou não de ser pedofilio, ter uma vida esquisita, a VERDADE seja dita, ...

Sofia

29.06.2009 22:53

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