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Libertação ou julgamento dos detidos

Nações Unidas pedem encerramento imediato da prisão de Guantanamo

16.02.2006 - 11:32 Por Lusa

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Os especialistas da ONU afirmam que os EUA devem encerrar as instalações de detenção da baía de Guantanamo imediatamente Os especialistas da ONU afirmam que os EUA devem encerrar as instalações de detenção da baía de Guantanamo imediatamente (Andres Leighton/AP (arquivo))
Os responsáveis das Nações Unidas pela defesa dos direitos humanos pediram hoje o encerramento imediato da prisão norte-americana na base de Guantanamo, em Cuba, e o julgamento ou a libertação das centenas de prisioneiros aí detidos.

O pedido consta das recomendações finais de um relatório, divulgado hoje, em Genebra, elaborado pelos relatores da ONU para os casos de tortura, Manfred Novak; para o direito à saúde física e mental; Paul Hunt; para a independência dos juízes, Leandro Despouy; para a liberdade de culto, Asma Jahangir; e pela presidente do grupo de trabalho sobre detenções arbitrárias, Leila Zerrougui.

Os três especialistas afirmam que os Estados Unidos "devem encerrar as instalações da base de Guantanamo imediatamente" e transferir os detidos - cerca de 500, segundo as organizações de direitos humanos - para prisões nos Estados Unidos, ou então libertá-los.

Até que isso aconteça, a Administração norte-americana "deve abster-se de quaisquer práticas equivalentes à tortura e tratamentos e punições cruéis, degradantes ou desumanos".

O texto refere, "em particular", que "todas as técnicas especiais de interrogatório autorizadas pelo Departamento de Defesa devem ser imediatamente revogadas".

O grupo de relatores, nomeado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU mas que actua com independência face a esse organismo, critica os Estados Unidos "pelas tentativas de redefinir a tortura em função da luta contra o terrorismo, para permitir certas técnicas de interrogatório" proibidas a nível internacional.

"A confusão dos últimos dois anos entre o que são técnicas de interrogatório autorizadas e não autorizadas é particularmente alarmante", lê-se no relatório, elaborado ao longo dos últimos seis meses.

Estes especialistas da ONU lamentam que os Estados Unidos tenham "negado um acesso livre" aos detidos e a possibilidade de "os ouvir em privado", um processo habitualmente autorizado por todos os países.

Os três responsáveis acusam os Estados Unidos de, neste caso, assumirem os papéis de "juiz, acusação e defesa", "violando dessa forma as garantias de direito a um processo justo".

Os relatores afirmam ainda que "todas as condições de reclusão em Guantanamo" - nomeadamente as "jaulas" de reduzidas dimensões e expostas à intempérie - "constituem uma violação ao direito à saúde", uma vez que provocam "uma profunda deterioração da saúde mental dos detidos".

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Grande Amadeu!

concordo na integra com o seu comentário. chega de andar a proteger bandidos. Coitadinhos dos srs ...

Anónimo

17.02.2006 14:13

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