Adopção de resolução comum

Nações Unidas pedem à Birmânia para libertar todos os detidos

02.10.2007 - 16:57 Por AFP, PUBLICO.PT

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O Conselho pediu a libertação imediata dos presos políticos, incluindo  Aung San Suu Kyi O Conselho pediu a libertação imediata dos presos políticos, incluindo Aung San Suu Kyi (Stringer/Reuters)
O Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas, reunido em Genebra em sessão extraordinária, pediu hoje às autoridades birmanesas a libertação incondicional de todas as pessoas detidas.

O Conselho dos Direitos do Homem "lamenta, profundamente, o continuar da repressão violenta das manifestações pacíficas em Myanmar" (Birmânia).

"O fracasso da comunidade internacional para evitar o massacre de 1988, quando morreram três mil pessoas, não se deve repetir", declarou Paulo Sérgio Pinheiro, relator especial para a Situação dos Direitos Humanos na Birmânia.

Os 47 Estados membros do Conselho renunciaram a "condenar" a repressão, como o previa a primeira versão do texto, apresentada pela União Europeia.

O Conselho "exortou o Governo da Birmânia a libertar, sem demoras, as pessoas detidas (...) bem como todos os prisioneiros políticos, entre eles Aung San Suu Kyi", em prisão domiciliária durante 12 anos.

Além disso, o Conselho pede ao regime militar que "garanta o acesso à informação dos media pelo povo" da Birmânia.

"Estou chocado e entristecido com o crescente número de mortes registadas e o sofrimento dos manifestantes, incluindo monges, em Yangon, Mandalay e outras cidades da Birmânia", acrescentou Paulo Sérgio Pinheiro.

"Condeno firmemente o uso da força pelas forças de segurança e peço ao Governo da Birmânia para desistir destas medidas brutais e para cooperar nos esforços da comunidade internacional para evitar o agravamento da deterioração da situação dos direitos humanos".

Paulo Sérgio Pinheiro pediu ao Conselho para procurar informação detalhada sobre o número de mortos e feridos. "A impunidade não deve prevalecer às flagrantes violações dos direitos humanos".

Para concluir, Sérgio Pinheiro considerou que "não vai existir progresso na transição política da Birmânia a menos que o povo tenha espaço para mostrar as suas opiniões e descontentamento, pacificamente".

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ditadura, sim, ditadura, não!

onde está a democracia nas democracias? talvez melhor, para onde parecem deslocar-se as democracias ...

gil vicente

02.10.2007 20:30

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