Depois da libertação do líder Henry Okah

Movimento de Emancipação do Delta do Níger anunciou trégua de 60 dias

15.07.2009 - 10:33 Por PÚBLICO

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O Movimento de Emancipação do Delta do Níger (MEND), cuja actividade já reduziu grandemente a produção petrolífera nigeriana, proclamou hoje uma trégua de 60 dias, depois de o seu dirigente Henry Oakh ter sido amnistiado e libertado.

A partir da meia-noite, o MEND "respeita um cessar-fogo temporário por um período de 60 dias", disse aquele grupo, que ainda no domingo à noite atacara no estado de Lagos, o coração económico do país, tendo morto pelo menos cinco pessoas, na sua primeira acção contra a maior cidade da Nigéria.

"O cessar-fogo deverá criar condições para um diálogo progressivo", disse o MEND, que alega estar a lutar por uma maior autonomia para a vasta região do delta do rio Níger e para uma melhor distribuição dos rendimentos do petróleo.

Apesar deste comunicado, Abubakar Momoh, da Universidade do Estado de Lagos, disse à BBC que o Governo terá de fazer muito mais do que apenas libertar Okah para conseguir a paz com a complexa guerrilha.

"Há muitos Okahs", sintetizou aquele catedrático, ao explicar que a hierarquia dos guerrilheiros é algo difusa, podendo haver muitas células que não estão dispostas a acatar as directrizes de um comando único.

O dirigente agora libertado é um técnico de 45 anos que em Setembro de 2007 fora detido em Angola, por tráfico de armas, tendo depois sido deportado pelas autoridades de Luanda.

A empresa estatal de petróleos anunciou já que este ano as receitas petrolíferas mensais desceram para cerca de mil milhões de dólares (711 milhões de euros), quando o ano passado eram em média de 2.200 milhões de dólares (1.560 milhões de euros).

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