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Manifestação dos activistas moderados marcada para hoje em Teerão

Mousavi pede ao regime iraniano para parar de intimidar a oposição

22.11.2009 - 12:41 Por PÚBLICO

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O líder da oposição iraniana Mir-Hossein Mousavi pediu de novo ao Governo para parar de intimidar aqueles que se opõem ao regime ultraconservador do Presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e tentar forçá-los a mudarem as suas convicções políticas.

Em declarações que precedem uma manifestação marcada para hoje pelos moderados para Teerão, Mousavi disse que “o Governo não pode continuar a intimidar as pessoas a mudarem de caminho". "Este movimento vai continuar e estamos dispostos a pagar qualquer preço”, afirmou o antigo primeiro-ministro iraniano, derrotado nas presidenciais de Junho passado, em declarações citadas pelo website reformista Kaleme.

A manifestação convocada para hoje – assinalando a morte de um casal de dissidentes nacionalistas que foram apunhalados por agentes do regime em 1998 – relança os receios de que ocorram novos confrontos. Os moderados prevêem realizar uma cerimónia honrando Dariush Forouhar e a mulher, que lideravam o banido mas tolerado Partido Nacional do Irão, e cujo assassínio chocou a sociedade iraniana.

As forças de segurança já deixaram claro que não querem que se repitam “motins” nas ruas, como os que se deram durante os protestos maciços que se seguiram ao sufrágio em que Ahmadinejad foi reconduzido ao poder, com a oposição a denunciar os resultados como fraudulentos.

O clima de agitação que se seguiu a estas eleições foi o mais grave no país desde a Revolução Islâmica de 1979, com a oposição a contar pelo menos 70 mortos durante as manifestações daqueles dias. As autoridades fazem um balanço pela metade e contam muitos agentes das forças de segurança entre as vítimas mortais. Centenas de pessoas foram detidas, cinco delas condenadas entretanto à pena de morte e mais de 80 a receberem sentenças que chegaram a 15 anos de prisão.

Testemunhas ouvidas pela agência noticiosa britânica Reuters dão conta de estar montado um apertado cordão policial em volta da rua de Hedayat, na capital, onde a celebração convocada pelos moderados irá decorrer. Em anos anteriores, as celebrações do aniversário da morte dos dissidentes nacionalistas ficaram marcadas por confrontos entre manifestantes e polícia.

O mesmo aconteceu, de resto, no início deste mês, quando os apoiantes de Mousavi saíram às ruas para comemorar o 30º aniversário da crise de reféns da embaixada norte-americana – a manifestação ganhou contornos de protestos contra o regime e prontamente se deram confrontos violentos com as forças de segurança.

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Pergunta:

Quando é o funeral que a Margarida dos Santos Lopes "encomendou"?

Abu

23.11.2009 19:45

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