Os factos do “genocídio” na Ossétia do Sul na sequência da operação militar georgiana neste território separatista pró-russo confirmam-se “inteiramente”, afirmou o presidente da comissão de inquéritos da Procuradoria-Geral da Rússia numa entrevista publicada hoje.
“Está estabelecido que durante o período de 7 a 12 de Agosto as Forças Armadas Georgianas irromperam pelo território desta república, com o objectivo de destruição completa do grupo étnico dos ossetas que vivem na Ossétia do Sul”, disse Alexandre Bastrikine ao diário russo “Rossiskaïa Gazeta”.
“Reunimos numerosos testemunhos segundo os quais os georgianos lançaram granadas no subsolo em locais onde estavam escondidos habitantes de Tskhinvali”, a capital da Ossétia do Sul, onde houve violentos confrontos, acrescentou o presidente da comissão de inquéritos.
“Foram destruídas centenas de casas, não apenas em Tskhinvali mas em muitas cidades” do território, disse ainda aquele magistrado russo.
“Encontrámos uma mulher grávida de oito meses morta com um tiro na cabeça”, acrescentou.
A justiça russa anunciou a 14 de Agosto ter aberto um inquérito criminal por “genocídio”, depois de ter “recebido informações sobre as acções das Forças Armadas georgianas visando suprimir cidadãos da Federação Russa de nacionalidade osseta que a viver na Ossétia do Sul.
Os georgianos desencadearam uma ofensiva na noite de 7 para 8 de Agosto para tomarem o controlo da Ossétia do Sul, que se saldou por um contra-ataques do Exército russo, que ocupou parte do território georgiano.


