Estudo da Iraq Body Count

Morte de civis no Iraque caiu para metade em 2009 com quase 4500 vítimas registadas

01.01.2010 - 12:38 Por PÚBLICO

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Um atentado a 8 de Dezembro em Bagdad matou 112 pessoas Um atentado a 8 de Dezembro em Bagdad matou 112 pessoas (REUTERS)
O número de civis mortos no Iraque baixou para metade em 2009, em comparação com o registo do ano anterior, somando-se 4497 vítimas mortais, apesar de os ataques em larga escala terem causado mais mortes do que em 2008, aponta um estudo hoje divulgado pela organização de direitos humanos Iraq Body Count (IBC).

Mesmo notando que a tendência de melhorias de segurança observada “perdeu expressão”, a IBC sublinha que 2009 foi o ano com a mais baixa contagem de mortos civis desde a invasão do país pelas tropas norte-americanas em 2003, contando-se praticamente apenas metade dos 9.226 mortos que ocorreram em 2008.

Ao contrário do ano transacto, nota ainda este estudo, o ano de 2009 – cujos dados foram avaliados até 16 de Dezembro – ficou marcado pela “estagnação” do declínio das mortes violentas: tanto o primeiro como o segundo semestre do ano apresentam praticamente os mesmos números.

As autoridades iraquianas e norte-americanas sublinham em consenso a diminuição significativa da violência no país, avaliando que a situação é agora muito diferente de 2006 e 2007, anos em que se assistiu a um pico dramático dos confrontos e atentados intersectários. Nessa altura registavam-se até uns 1700 ataques por semana, de acordo com números do exército dos Estados Unidos, muito acima dos cerca de 200 contados por finais do Verão de 2009.

O estudo da IBC insiste, porém, na observação de uma tendência “preocupante”: o aumento significativo dos atentados à bomba em larga escala, cada um a provocar a morte em média de mais de 50 civis. No total, neste tipo de ataques, morreram 750 pessoas em 2009, quando apenas 534 foram assim registadas no ano antecedente.

“O Iraque está hoje a sofrer uma maior violência diária devido ao terrorismo e instabilidade do que qualquer outro país, mostrando-se significativamente mais violento do que o Afeganistão e o Paquistão”, sustentou um dos co-fundadores do grupo, John Sloboda, em declarações à agência noticiosa britânica Reuters. E a esta avaliação juntou uma crítica: “Apesar da incapacidade das autoridades iraquianas em pararem esta vaga de violência, há uma complacência por parte dos políticos e observadores ocidentais que de alguma forma sugerem que a questão do Iraque está resolvida”.

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No bom caminho

Qualquer dia Iraque seria calmo e pacato. Haveria umas bases militares americanas para o proteger, ...

JN

01.01.2010 18:57

X

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