O antigo secretário de Estado norte-americano Warren Christopher morreu aos 85 anos, vítima de um cancro nos rins, anunciaram hoje os media americanos.
Nascido em 1925 numa pequena localidade do Dakota do Norte, mudou-se depois com a família para a Califórnia durante a Grande Depressão.
Terminados os estudos de Direito no início dos anos 1940, e depois de servir três anos na Reserva Naval, Christopher é admitido em 1946 na escola de Direito da Universidade de Stanford. Aluno brilhante é chamado a Washington onde se torna assistente de um juiz do Supremo Tribunal entre 1949 e 1950.
Desde cedo divide o seu tempo entre a advocacia e a política, junto do campo democrata. É nomeado adjunto do attorney general (equivalente a ministro da Justiça) pelo Presidente Lyndon Johnson, em 1967, mas a chegada ao poder de Richard Nixon em 1969 reenvia-o para o seu escritório de advocacia na Califórnia.
É nomeado secretário de Estado adjunto quando Jimmy Carter chega à Casa Branca em 1976. Foi ele o artesão da libertação dos reféns na embaixada dos EUA no Irão após a revolução islâmica. Mas depois de cinco meses de negociações conduzidas a partir de Argel, o regime islâmico do ayatollah Khomeini priva-o dos louros da vitória, anunciando a libertação dos prisioneiros cinco minutos depois da tomada de posse, no dia 20 de Janeiro de 1981, ao meio-dia, do Presidente republicano Ronald Reagan.
Está de novo a trabalhar na Califórnia quando se junta a Bill Clinton na campanha para as primárias do Partido Democrata. Com a vitória deste nas presidenciais torna-se secretário de Estado e irá dirigir a diplomacia americana de Janeiro de 1993 a Janeiro de 1997.
É neste posto que co-presidirá à cerimónia de assinatura dos acordos de Oslo, negociados directamente e em segredo entre israelitas e palestinianos. Será também um dos participantes nas negociações de Dayton para pôr fim às guerras da ex-Jugoslávia, conduzidas por um dos seus adjuntos, Richard Holbrooke (que morreu no passado mês de Dezembro).
As últimas funções políticas deste homem reservado e discreto foram já ao serviço do Presidente Barack Obama, que o escolheu para dirigir a sua equipa de transição no Departamento de Estado.



