O ex-ditador chileno Augusto Pinochet morreu hoje, aos 91 anos, anunciou o hospital militar onde o general se encontrava internado após ter sofrido um enfarte do miocárdio, agravado por complicações pulmonares e problemas cardiovasculares causados por hipertensão e diabetes.
Num curto comunicado, o hospital indicou que o estado de saúde de Pinochet piorou subitamente, tendo a equipa médica que o acompanhava decidido transferir o general para a unidade de cuidados intensivos, de onde saído apenas na quinta-feira, quatro dias depois de ter sofrido o enfarte.
O antigo ditador morreu às 14h15 locais (17h15 em Lisboa).
No passado dia 3, pouco depois de ser admitido no hospital, Pinochet recebeu a extrema-unção, o sacramento católico para doentes que correm risco de vida.
Nos últimos anos, a saúde do antigo ditador deteriorou-se gradualmente, situação agravada porque sofria de diabetes e artrite e usava há vários anos um pacemaker.
Perante este quadro clínico, os tribunais chilenos têm arquivado processos contra ele movidos por violações sistemáticas dos direitos humanos durante o seu regime de terror entre 1973 e 1990.
Actualmente, correm nos tribunais dois processos contra Pinochet por violações de direitos humanos e evasão fiscal.
De acordo com o relatório elaborado por uma comissão independente nomeada pelo primeiro governo civil constituído no Chile após o afastamento do ditador, 3197 pessoas foram mortas, por razões políticas, e mais de mil "desapareceram" nos 17 anos que durou a ditadura militar chilena.


