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Há ministros entre os suspeitos

Moreno-Ocampo quer julgar no TPI responsáveis pela violência no Quénia

05.11.2009 - 11:02 Por PÚBLICO

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo, encontra-se hoje no Quénia, em conversações sobre a melhor forma de julgar os responsáveis pela violência que se seguiu às eleições de Dezembro de 2007.
Destacados políticos, incluindo alguns dos actuais ministros, são suspeitos de terem arquitectado a violência Destacados políticos, incluindo alguns dos actuais ministros, são suspeitos de terem arquitectado a violência (Reuters)

Moreno-Ocampo deverá ser recebido tanto pelo Presidente Mwai Kibaki como pelo primeiro-ministro Raila Odinga, que aceitaram partilhar o poder de modo a evitar a continuação dos confrontos entre os partidários de um e de outro.

Destacados políticos, incluindo alguns dos actuais ministros, são suspeitos de terem arquitectado a violência, em que morreram 1300 pessoas e 300.000 tiveram de deixar as suas casas.

O correspondente da BBC em Nairobi, Josphat Makori, noticiou que o Governo queniano tem dado sinais muito contraditórios sobre a sua disponibilidade para entregar os suspeitos ao TPI, de modo a que sejam julgados nos Países Baixos.

Os nomes de dez suspeitos já foram entregues ao tribunal, mas as suas identidades não foram divulgadas.

Enquanto isto, o Procurador-Geral da República, Amos Wako, anunciou hoje que tenciona processar os Estados Unidos por estes lhe terem recusado um visto de entrada, acusando-o de estar a bloquear as reformas que se tornam necessárias no Quénia.

Os partidários de Raila Odinga alegam que nas presidenciais de 2007 ele teria vencido Mwai Kibaki, mas que houve fraude, para que este último tivesse a possibilidade de continuar no poder. Uma situação algo idêntica à que entretanto se verificaria no Zimbabwe com o Presidente Robert Mugabe e com o líder do Movimento Democrático da Mudança (MDC), Morgan Tsvangirai, ao qual acabaria por ser dado o lugar de primeiro-ministro.



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