O Parlamento moldavo voltou a não dar aval a nossa solução para a presidência do país, com a esperada confirmação do pró-ocidental Marian Lupu a esboroar perante o abandono da sala por parte dos deputados do Partido Comunista.
Esta decisão da oposição moldava deixou o Governo de coligação (de quatro partidos liberais) sem os votos necessários para eleger Lupu, 43 anos, dissidente dos comunistas. A Aliança para a Integração Europeia está oito votos aquém dos 61 que garantem constitucionalmente a confirmação de quem nomeiam para a chefia de Estado, o que reabre a porta para um agudizar da crise política que o país vive desde Abril passado.
Os comunistas, que se mantinham no poder há oito anos, ganharam então as eleições legislativas, mas os resultados foram anulados posteriormente – não apenas por pressão dos protestos de rua que os denunciavam como fraudulentos mas também porque, tal como os liberais agora, não conseguiram confirmar no Parlamento a sua nomeação para a Presidência do país.
O antigo Presidente, o veterano comunista Vladimir Voronin – a cumprir mandato de deputado na oposição desde o novo sufrágio, em Julho – anunciou publicamente que jamais daria o seu aval a Lupu. Nova eleição no Parlamento para escolher o novo chefe de Estado – a que Voronin não pode candidatar-se após ter cumprido dois mandatos consecutivos – será agendada para Dezembro.


